Debate Global Sobre o Controle de Petróleo na Venezuela
A partir do sequestro e da extradição de Nicolás Maduro, o presidente dos EUA, Donald Trump, iniciou um debate mundialmente controverso sobre quem tem o direito de controlar as vastas reservas de petróleo da Venezuela. Em discurso em 3 de janeiro de 2026, após as Forças Armadas dos EUA terem prendido Maduro, e: “Nós construímos a indústria petrolífera da Venezuela e agora vamos recuperá-la”.
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A lógica de Trump, baseada em uma alegação de “roubo” por parte da nação sul-americana, reflete a nacionalização do petróleo na Venezuela em 1976, e a onda de medidas tomadas sob o governo do presidente venezuelano Hugo Chávez. As empresas petrolíferas norte-americanas desempenharam um papel importante no lançamento e na manutenção do boom petrolífero da Venezuela, que começou na década de 1910.
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Empresas como a Standard Oil, antecessora da ExxonMobil, e a Shell, que acabou por se tornar parte da Chevron, investiram fortemente em exploração, perfuração e infraestruturas, transformando a Venezuela num importante fornecedor global.
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Os contratos daquela época muitas vezes confundiam as linhas entre a propriedade das reservas e os direitos de produção. A Venezuela concedeu ou vendeu amplas concessões a operadores estrangeiros, como a Royal Dutch-Shell. Isso efetivamente deu o controle das reservas e da produção às empresas petrolíferas, mas não para sempre.
Essa ambiguidade provavelmente influenciou Trump a alegar roubo descarado por meio da nacionalização, uma alegação que tem pouca base no precedente histórico de como a Venezuela e outras nações administraram a propriedade de suas reservas naturais.
Nacionalização do petróleo Quando um governo decide que o controle de seus recursos naturais é essencial para o bem-estar nacional, o controle é transferido de empresas privadas, muitas vezes, para o setor estatal. A Venezuela, por exemplo, nacionalizou sua indústria petrolífera em 1976, criando a Petróleos de Venezuela, S.A. (PDVSA). As empresas estrangeiras receberam uma compensação de cerca de 25% pela perda de seus ativos.
A experiência do Brasil, por outro lado, demonstra que o controle governamental sobre a produção e as vendas de petróleo não é inerentemente ruim para o bem-estar econômico de um país. A Noruega é um exemplo ainda mais forte. Esse país nórdico rico em petróleo escapou do que alguns estudiosos chamam de “mal da abundância” ao tratar o petróleo que sua empresa estatal, agora chamada Equinor, produziu como uma fonte de riqueza duradoura para o povo norueguês.
A receita proveniente da participação de 67% do governo norueguês na Equinor foi acumulada em um fundo soberano no valor de mais de US$ 2 trilhões e ajudaram a Noruega a diversificar sua economia.
A experiência do México ressalta como a nacionalização do petróleo pode promover a autossuficiência, ao mesmo tempo em que prejudica a produção. A abordagem do Brasil também demonstra que o controle governamental sobre a produção e as vendas de petróleo não é inerentemente ruim para o bem-estar econômico de um país.
A experiência do México ressalta como a nacionalização do petróleo pode promover a autossuficiência, ao mesmo tempo em que prejudica a produção. A Noruega é um exemplo ainda mais forte. Esse país nórdico rico em petróleo escapou do que alguns estudiosos chamam de “mal da abundância” ao tratar o petróleo que sua empresa estatal, agora chamada Equinor, produziu como uma fonte de riqueza duradoura para o povo norueguês.
A receita proveniente da participação de 67% do governo norueguês na Equinor foi acumulada em um fundo soberano no valor de mais de US$ 2 trilhões e ajudaram a Noruega a diversificar sua economia.
