Trump critica sucessão na Venezuela após vitória de Machado; operação militar dos EUA captura Maduro.
O presidente dos Estados Unidos, do Partido Republicano, demonstrou ressentimento em relação à possível sucessão na Venezuela após a premiação de María Corina Machado em outubro de 2025. A informação foi divulgada pelo jornal no domingo, 4 de janeiro de 2026, com base em fontes próximas à Casa Branca.
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O jornal norte-americano relata que Donald Trump interpretou a aceitação do prêmio por parte de Machado, uma figura proeminente na oposição venezuelana contra o governo de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), como uma afronta pessoal.
O presidente norte-americano tem reiteradamente seu desejo de receber o Nobel da Paz. Fontes internas da Casa Branca indicaram que a reação de María Corina Machado ao vencer, segundo eles, deteriorou a relação com Trump, mesmo que a venezuelana tenha recebido o prêmio sem o envolvimento direto de Donald Trump.
Uma fonte confidenciou que, se Machado tivesse recusado o prêmio, ela estaria atualmente no cargo de presidente da Venezuela.
Outro indivíduo classificou a aceitação do prêmio como um “pecado imperdoável”. No sábado, 3 de janeiro, após os EUA capturarem e prenderem o presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, Donald Trump comentou sobre a sucessão de poder no país sul-americano. “Ela é uma boa mulher, mas não tem o respeito [para governar o país]”, disse o republicano.
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María Corina Machado defendeu que, após a captura de Maduro, Edmundo González deveria assumir o mandato presidencial por ter sido “escolhido como sucessor”. Ela era a principal adversária política do chavista, que a impediu de disputar a eleição.
Ela foi substituída por González.
María Corina pediu mobilização da população dentro e fora da Venezuela. Ela também solicitou apoio de governos estrangeiros. Ela declarou que a transição do governo deve envolver a sociedade e as instituições. Ela disse que mantém confiança no processo.
Donald Trump anunciou no sábado, 3 de janeiro, em seu perfil na rede Truth Social, que os EUA realizaram uma operação militar contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que Trump ordenou a captura de Maduro na noite da sexta-feira, 2 de janeiro de 2026.
A operação foi realizada na madrugada de sábado, 3 de janeiro, com ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeios, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos. Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana para capturar Maduro.
A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos.
Há questionamentos quanto ao fato de os EUA fazerem uma operação militar em outro país sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Trump diz que isso é desnecessário. Mas também há dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA.
A operação, resultado de meses de tensões entre os 2 países, deveria ter sido previamente aprovada pelo Congresso dos EUA. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência.
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