Trump Defende Redução do Escopo da Investigação Sobre Epstein
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou nesta segunda-feira (2) sua opinião sobre o Departamento de Justiça do país, após a divulgação dos arquivos relacionados a Jeffrey Epstein. Em declarações aos repórteres, Trump sugeriu que a prioridade do departamento deveria ser direcionada a outras questões, considerando a magnitude da divulgação de documentos.
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Divulgação de 3 Milhões de Páginas
O presidente destacou a recente divulgação de mais de 3 milhões de páginas de arquivos, argumentando que essa seria a principal função do Departamento de Justiça. Ele expressou a visão de que a agência deveria se concentrar em outras áreas de atuação.
De acordo com o comunicado, a Casa Branca não teve “nenhuma supervisão” do processo.
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Detalhes dos “Arquivos de Epstein”
O Departamento de Justiça reuniu milhões de documentos durante as investigações sobre Jeffrey Epstein e o tráfico sexual. Os “Arquivos de Epstein” abrangem mais de 300 gigabytes de dados, incluindo documentos, vídeos, fotografias e áudios armazenados no sistema eletrônico de gerenciamento de casos do FBI, o “Sentinel”.
Esses registros incluem relatórios de investigação e documentos da apuração original do FBI em Miami.
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Origens dos Registros
A maior parte dos registros provém da segunda investigação realizada pelo escritório do FBI em Nova York, incluindo memorandos sobre a apuração e possíveis alvos, locais a serem revistados, registros a serem solicitados por intimação e centenas de páginas de “formulários 302”, que são os documentos que os agentes do FBI usam para registrar o que testemunhas, vítimas e suspeitos disseram em entrevistas com os investigadores.
Contexto da Investigação
Jeffrey Epstein, bilionário condenado por abuso sexual, natural de Nova York, começou sua carreira com uma breve passagem como professor em uma prestigiada escola particular. Rapidamente ingressou no ramo de bancos de investimento, trabalhando no Bear Stearns antes de abrir sua própria empresa em 1982.
Na companhia, Epstein atendia exclusivamente clientes com patrimônio superior a US$ 1 bilhão, segundo reportagem da CNN.
Acusações e Julgamento
Na década de 1990, Epstein acumulou propriedades e apartamentos em diversos países, incluindo uma ilha particular no Caribe. Também convivia com algumas das pessoas mais ricas e poderosas do mundo, incluindo o então príncipe Andrew, o ex-presidente Bill Clinton e um financista.
Detalhes da suposta vida secreta de Epstein vieram à tona pela primeira vez em 2005, quando várias meninas menores de idade o acusaram de se oferecer para pagar por massagens ou atos sexuais em sua mansão em Palm Beach.
Consequências Legais
Depoimentos de um grande júri divulgados anos depois incluíram acusações de que Epstein, então na casa dos 40 anos, havia estuprado adolescentes de até 14 anos. Ele conseguiu evitar ser acusado na esfera federal ao firmar um acordo para cumprir 13 meses de prisão por acusações estaduais de prostituição e se registrar como agressor sexual.
Em 2018, dezenas de outras mulheres alegaram que Epstein havia abusado delas.
Falecimento e Determinação da Causa
Essas denúncias levaram o Departamento de Justiça a abrir uma nova investigação contra o financista, e ele foi acusado em Nova York por tráfico sexual de dezenas de meninas menores de idade menos de um ano depois — ele se declarou inocente. Em agosto de 2019, Jeffrey Epstein foi encontrado inconsciente em sua cela no Centro Correcional Metropolitano de Nova York.
Ele foi levado a um hospital, onde foi declarado morto. A causa da morte foi considerada suicídio.
