Trump causa queda do dólar e alerta sobre risco político global

Dólar recua com retaliação de Trump e temor ao isolacionismo. Ações caem e investidores buscam ativos seguros. Retaliação da UE em análise.

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(Imagem de reprodução da internet).

O dólar apresentou uma queda significativa na manhã de segunda-feira, 19, impulsionada por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou planos de impor tarifas a oito países europeus devido ao apoio à soberania da Dinamarca sobre a Groenlândia.

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Essa medida provocou a saída de investidores de ativos norte-americanos e reacendeu preocupações sobre um possível retorno ao isolacionismo econômico dos EUA. O mercado de futuros do S&P 500 caiu 0,8%, enquanto os futuros do Nasdaq registraram uma queda de 1,1%, e o Bloomberg Dollar Spot Index diminuiu 0,1%.

Moedas de Segurança Fortalecem

Moedas consideradas refúgio, como o iene japonês e o franco suíço, observaram um aumento em seu valor. Além disso, o ouro e a prata alcançaram novos recordes de preço, um fenômeno que contribuiu para a redução da liquidez global nos mercados de títulos.

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Retaliação Europeia e Impacto no Mercado

A União Europeia classificou a ameaça de tarifas de Trump como coerção econômica e iniciou discussões sobre possíveis retaliações. As opções em análise incluem a imposição de tarifas sobre 93 bilhões de euros em importações dos EUA e a restrição de serviços e investimentos norte-americanos.

Analistas apontam que o aumento do risco político associado à moeda americana pode reduzir a exposição de investidores internacionais a ativos dos EUA.

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Análise de Especialistas e Perspectivas Futuras

Segundo George Saravelos, chefe de câmbio do Deutsche Bank, citado pela Reuters, “o risco hoje não está apenas no comércio, mas na instrumentalização de fluxos de capital”. Chris Weston, da Pepperstone, em entrevista à Bloomberg, complementou, afirmando que a moeda americana passou a carregar um prêmio de risco político elevado.

Contexto Econômico Global

O aumento da tensão econômica ocorre em meio à preparação para o Fórum Econômico Mundial em Davos, onde Trump liderará a delegação dos EUA. Espera-se que o tema seja central nas discussões. Na China, dados divulgados no domingo indicaram um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,5% no quarto trimestre de 2025, superando as projeções, embora o consumo interno permaneça fraco.

No Japão, o Banco Central se reunirá nesta sexta-feira, com a possibilidade de sinalizar um aumento das taxas de juros em abril.

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