Trump causa polêmica em Davos ao confundir Islândia e Groenlândia, expressando interesse em obter a ilha. Presidente critica custos com a Islândia e a Otan
Em seu discurso no Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos nesta quarta-feira (21.jan.2026), o presidente dos Estados Unidos, um republicano, apresentou equívocos ao confundir a Islândia com a Groenlândia – um território que ele demonstra interesse em obter.
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Inicialmente, o republicano afirmou que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) o apoiara até “os últimos dias, quando relatei sobre a Islândia”. Posteriormente, Trump declarou que a aliança de defesa “não era relevante para nós na Islândia”.
O presidente descreveu a Groenlândia como “um grande pedaço de gelo no meio do oceano”. A palavra “ice” (gelo) em inglês, presente na palavra “Iceland” (Islândia), foi notada durante o discurso.
Trump atribuiu a queda nos mercados norte-americanos na terça-feira (20.jan) às tensões entre os Estados Unidos e a Europa em relação à Groenlândia, mencionando a Islândia como causa.
“A Islândia já nos custou muito dinheiro”, explicou ele.
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O presidente reiterou seu interesse na Groenlândia, expressando respeito pelos dinamarqueses e groenlandeses, mas enfatizando que “todo membro da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] tem a obrigação de defender seu próprio território”.
Segundo o republicano, apenas os Estados Unidos podem garantir a segurança da ilha.
Autoridades do território autônomo da Dinamarca declararam repetidamente que a ilha não está à venda. Os europeus devem se encontrar na quinta-feira (22.jan) para decidir se retaliarão economicamente os Estados Unidos.
O republicano alega que os Estados Unidos nunca “obtiveram nada” da aliança militar. “Nós estamos 100% lá pela Otan, eu não sei se eles estariam lá por nós”, disse Trump, apesar dos norte-americanos terem sido atendidos na única vez que o Artigo 5º do bloco foi ativado.
A cláusula, que estabelece uma defesa coletiva sempre que um país membro é atacado, foi instaurada após o 11 de Setembro.
O republicano já demonstrava interesse pela Groenlândia em 2019, durante seu primeiro mandato à frente dos EUA, e repetiu a intenção em outra ocasião, antes de tomar posse para um segundo mandato.
O republicano afirmou que, se não conseguir controlar a Groenlândia “do jeito fácil”, então será “do jeito difícil”.
Trump, dias após os EUA em uma ação militar na Venezuela, alega que “não precisa do direito internacional” e que seu poder é limitado apenas por sua ““.
Trump avalia e diretos aos moradores da ilha.
O primeiro-ministro da Groenlândia, declarou em 13 de janeiro que o território autônomo escolheria seguir ligado à Dinamarca, e não aos EUA.
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