Governo Trump busca retomar produção de petróleo na Venezuela. Executivos de petroleiras americanas reunidos em Washington para acelerar a retomada da produção e exportação de petróleo
O governo de Donald Trump promoveu uma reunião em Washington, nesta sexta-feira, 9, com executivos de grandes petroleiras americanas, visando acelerar a retomada da produção e exportação de petróleo da Venezuela, atualmente sob controle dos Estados Unidos.
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A iniciativa surge após a operação militar que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro. A Bloomberg reportou que a mensagem transmitida aos empresários foi de caráter direto, enfatizando a importância da ação para os interesses nacionais dos EUA.
A Casa Branca confirmou a reunião e anunciou que o governo pretende vender petróleo da Venezuela a preços de mercado, sob supervisão americana. O objetivo principal é utilizar o controle do fluxo de petróleo e recursos financeiros como ferramenta de influência sobre o governo de Caracas.
A Venezuela permanece sob sanções e um embargo naval imposto por diversos países.
O vice-chefe de Gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, ressaltou que “para que eles façam qualquer tipo de comércio, precisam da nossa permissão”. A declaração contrasta com a posição da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que afirmou: “Estamos aqui governando junto com o povo, e ninguém mais”.
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Rodríguez negou a influência de “agentes externos” no país.
Executivos do setor de energia alertaram o governo americano sobre os desafios técnicos e financeiros envolvidos na recuperação da indústria petrolífera venezuelana. A indústria enfrenta décadas de abandono, equipamentos danificados e instabilidade jurídica.
Samantha Gross, diretora da Energy Security and Climate Initiative, da Brookings Institution, criticou a ideia de que a retomada da produção seria simples, afirmando que “há muito pensamento mágico”.
Gross destacou que, apesar das grandes reservas de petróleo na Venezuela, a infraestrutura do país está em ruínas. A consultoria Rystad Energy estimou que seriam necessários US$ 53 bilhões em investimentos ao longo de 15 anos apenas para manter a produção atual, que se aproxima de 1 milhão de barris por dia.
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