Discurso da União de Trump Prioriza Base Eleitoral, Analistas Destacam
A análise da professora de Relações Internacionais da FESPSP, Ana Carolina Marson, sugere que o discurso do Estado da União proferido por Donald Trump na terça-feira (24) foi, em grande parte, uma tentativa de agradar sua base eleitoral. Em entrevista ao CNN Novo Dia, Marson ressaltou que o pronunciamento se assemelhou mais a um comício, repleto de dados com informações questionáveis e, em alguns casos, não verificáveis.
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Dúvidas Sobre Dados e Alegações
A especialista apontou que o discurso incluiu alegações como a de que imigrantes em situação irregular poderiam votar nos Estados Unidos. “Isso já não acontece. Eles não podem, o imigrante que está, e qualquer imigrante, até mesmo quem é portador do chamado green card, não pode votar, só pode votar quem é cidadão”, explicou Marson, evidenciando a necessidade de rigor na verificação de informações.
Tensões com o Irã e Ações Diplomáticas
Outro ponto central da análise foi a postura de Trump em relação ao Irã. Durante o discurso, ele afirmou que “nunca vai permitir que o Irã tenha uma…” e mencionou o elevado número de mortos durante os recentes protestos no país. Marson observou que essa abordagem intensifica as tensões entre Washington e Teerã, destacando que Trump reafirmou sua preferência pela diplomacia e negociação, mas não descartou o uso da força.
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Contexto Político e Eleitoral
A análise também considerou o cenário político americano, com as eleições de meio de mandato se aproximando em novembro. Marson apontou que Trump enfrenta uma baixa popularidade e a possibilidade de os republicanos perderem a maioria no Senado ou na Câmara.
Ela ressaltou que o discurso visava apresentar os resultados de suas políticas, algo que nem sempre se concretiza.
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Reações e Mobilização da Base
A especialista mencionou as reações durante o discurso e uma crítica velada à Suprema Corte, representada por quatro juízes presentes na sessão. Questionada sobre a eficácia do discurso para convencer eleitores, Marson avaliou que Trump conseguiu mobilizar sua base, conforme demonstrado pelas manifestações no Congresso, onde apenas republicanos aplaudiram a maior parte das falas. “Mas talvez não tenha sido o suficiente para atrair ou até mesmo retomar o nível de popularidade que ele tinha quando foi eleito”, concluiu.
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