Presidente Trump Busca Novas Estratégias Após Decisão da Suprema Corte
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que buscará alternativas legais para impor tarifas de importação sobre diversos países, após a Suprema Corte determinar que suas ações anteriores eram inconstitucionais. Em uma entrevista coletiva, Trump expressou intenção de implementar uma nova tarifa global de 10% para todos os países, conforme divulgado pelo jornal The New York Times.
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“Outras alternativas serão utilizadas agora para substituir aquelas que a corte incorretamente rejeitou”, afirmou. Trump também detalhou o uso da Seção 122 da lei, que permite ao presidente impor tarifas por até 150 dias, com necessidade de confirmação pelo Congresso.
A decisão da Suprema Corte, por 6 votos a 3, ressaltou que o poder de definir taxas recai sobre o Legislativo, refletindo a fundação do país após uma revolta contra a cobrança de impostos pelo Reino Unido, de quem os EUA foram colônia.
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Investigação e Ações Legais
O governo Trump pretende utilizar a Seção 301 e outras investigações para proteger o país de práticas comerciais injustas. A Suprema Corte enfatizou que a lei IEEPA (Lei de Poderes para Emergências Econômicas Internacionais, de 1977), utilizada por Trump para declarar emergências relacionadas a drogas e o déficit comercial, não autoriza o presidente a impor tarifas de importação de forma independente.
Impacto no Brasil e Alívio das Tarifas
A imposição de tarifas em janeiro, sob a presidência de Donald Trump, afetou o Brasil, que teve o percentual básico elevado para 50%. Houve momentos de impasse, com dificuldades para o governo brasileiro em encontrar soluções, mas o desfecho veio a partir de setembro, após conversas entre os presidentes Trump e Lula, além de negociações com entidades setoriais.
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Em 20 de novembro, foram anunciadas isenções que contemplaram produtos como carne, café e frutas.
Situação Atual e Tarifas Restantes
Apesar das reduções, alguns produtos ainda estão sujeitos a tarifas extras, como calçados, máquinas, mel e móveis. Segundo a Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham), em agosto e novembro de 2025, houve uma redução de exportações do Brasil para os EUA de US$ 1,5 bilhão, com empresas enfrentando dificuldades para redirecionar produtos para outros mercados, gerando perdas de US$ 1,2 bilhões em setores como mel, pescados, plástico, borracha, madeira, metais e material de transporte.
