A captura do ex-presidente Nicolás Maduro expõe o interesse de Donald Trump em garantir acesso ao petróleo venezuelano, sem impacto direto no sistema político do país. O governo chavista, liderado pela vice-presidente Delcy Rodríguez, permanece no poder, mantendo a repressão a opositores e à imprensa.
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A concordância venezuelana em fornecer entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos e a apreensão de navios destinados a outros destinos, como a Rússia, indicam uma estratégia para isolar a Rússia e a China.
Implicações Econômicas e Estratégicas
O petróleo destinado às refinarias da Costa do Golfo, inicialmente com destino à China, revela uma complexa dinâmica. A promessa de Trump de adquirir o petróleo a preços de mercado pode gerar mais de US$ 2 bilhões para a Venezuela, sob sua supervisão, visando evitar desvios para a corrupção.
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No entanto, o plano de três fases para o país não estabelece prazos para eleições.
Desafios e Restrições
A estabilização do país, atualmente conduzida pela força, como durante o governo Maduro, ocorre com o ex-presidente preso nos Estados Unidos. Existe o temor de reações mais fortes, o que pode estar inibindo a oposição. A repressão a presos políticos também aumentou, e a reconciliação, embora mencionada, está prevista para uma etapa posterior, sem perspectivas imediatas.
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Considerações Finais
A retomada do investimento na Venezuela enfrenta desafios, incluindo a sucateamento da infraestrutura e a alta densidade do petróleo venezuelano, que implica custos maiores de refino. Os planos de investimento devem considerar o retorno futuro, e a expansão da demanda por petróleo, com queda dos preços nos últimos três anos, pode exercer pressão sobre os preços, reduzindo o potencial de lucro para as empresas operando no país.
