Em entrevista à Hora H, Hussein Kalout, ex-secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, expressou sua preocupação com a decisão do ex-presidente Donald Trump de publicar um vídeo com conteúdo racialmente tendencioso, relacionado à família Obama.
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Segundo Kalout, a atitude demonstra uma falta de limites por parte de Trump, visando intensificar as tensões dentro da sociedade americana.
O especialista enfatizou a gravidade do ocorrido, destacando que a publicação de material com conotações racistas contra figuras públicas é inaceitável e ainda mais problemática quando envolve um ex-chefe de Estado de um país com uma história complexa, marcada por questões escravistas.
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Kalout descreveu a ação como parte de uma estratégia deliberada de “tensionamento social”, indicando que Trump está ciente do impacto potencial de suas ações. Ele acredita que o objetivo é explorar as divisões existentes na sociedade americana.
O ex-secretário alertou para a natureza explosiva do tema racial nos Estados Unidos, ressaltando que Trump demonstra conhecimento das consequências de suas ações. Ele considera que a decisão de não se desculpar é um sinal de que Trump está avaliando a reação das bases de apoio.
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Kalout apontou que a estratégia de Trump pode ter como objetivo precipitar uma crise que leve a um estado de insurreição, permitindo que ele utilize poderes presidenciais para decretar um decreto que lhe conceda controle total sobre o Estado.
O especialista comparou a situação com os eventos em Minneapolis durante os protestos raciais, onde Trump não conseguiu implementar uma estratégia semelhante. Ele acredita que a intenção de Trump é minar a confiança nas instituições democráticas e influenciar o resultado das eleições de meio de mandato.
Kalout também comentou sobre a preocupação de Trump com sua popularidade e as chances dos republicanos perderem o controle do Congresso Nacional em novembro. Ele acredita que uma derrota republicana limitaria significativamente o poder de Trump, tanto internamente quanto em sua política externa, que tem sido caracterizada por um unilateralismo e um hegemonismo predatório, em benefício próprio e de seus associados.
