Trump busca aquisição da Groenlândia para garantir segurança nacional, alertando sobre risco de Rússia e China. Negociações com Dinamarca e Groenlândia são vistas com desaprovação
O presidente dos Estados Unidos, do Partido Republicano, anunciou nesta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, que buscará negociar a aquisição da Groenlândia. Em uma recepção a executivos do setor petrolífero na Casa Branca, Trump declarou que consideraria “fazer do jeito difícil” caso não conseguisse um acordo pelo território.
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O presidente não detalhou o que seria o “jeito difícil”, embora a Casa Branca tenha informado na terça-feira, 6 de janeiro, que ele poderia utilizar as Forças Armadas do país para a aquisição. Durante o evento, Trump foi questionado sobre a possibilidade de os EUA compararem a Groenlândia, o que ele negou, deixando a opção em aberto: “Ainda não estou falando de dinheiro para a Groenlândia.
Talvez eu fale sobre isso”.
Em uma análise divulgada na quinta-feira, 8 de janeiro, a agência Reuters reportou que o governo Trump estuda oferecer pagamentos diretos aos moradores da Groenlândia como estratégia para incentivar a separação da ilha da Dinamarca e sua posterior integração aos Estados Unidos.
Os valores em análise variam.
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Trump elogiou a Dinamarca, país que detém o controle da Groenlândia: “E, a propósito, também sou fã da Dinamarca. Tenho de dizer, eles têm sido muito gentis comigo. Sou um grande fã”.
Autoridades do país europeu e da Groenlândia vieram a público para se manifestar contra qualquer tipo de negociação pelo território, condenando a possibilidade de uma operação militar dos EUA na região.
O presidente norte-americano reiterou que a aquisição da ilha é uma questão de segurança. “Se não fizermos isso, a Rússia ou a China vão tomar a Groenlândia, e não vamos querer a Rússia ou a China como vizinhas”.
Marco Rubio participará de reuniões com autoridades dinamarquesas e groenlandesas na próxima semana para discutir a aquisição do território.
Trump tem defendido a anexação da Groenlândia desde que voltou ao poder, em janeiro de 2025, afirmando que a aquisição é uma questão de “segurança nacional”. O republicano tem dado destaque ao tema em declarações públicas nos últimos dias.
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