Trump e Dinamarca negociavam acordo sobre Groenlândia; busca por “acesso total” à ilha é revelada por Trump em Davos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou nesta quinta-feira (22) que os termos de um possível acordo entre os EUA e a Dinamarca sobre a Groenlândia ainda estavam sendo finalizados. A declaração ocorreu durante uma entrevista concedida à Fox Business Network, realizada em Davos, na Suíça, onde Trump participa do Fórum Econômico Mundial.
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Trump enfatizou que as negociações estavam em andamento, buscando “acesso total” à ilha, sem restrições de tempo ou prazos definidos. Ele mencionou que altos funcionários americanos, incluindo o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e o enviado especial Steve Witkoff, estavam liderando as discussões sobre o acordo.
Segundo fontes, a estrutura do novo acordo envolveria a renegociação do tratado de 1951, que estabeleceu a presença militar permanente dos Estados Unidos na Groenlândia. Esse acordo, assinado entre os EUA e a Dinamarca, permitiu a instalação de bases militares americanas na ilha, com vigência indefinida.
Relatos indicam que a Dinamarca considerou a possibilidade de concessão de permissão para a construção de novas bases militares americanas em áreas do território que a Dinamarca considera soberanas. Um oficial da OTAN, citado pela CNN, confirmou que essa questão foi levantada em conversas com o presidente Trump.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, declarou à CNN que a soberania da Dinamarca sobre a Groenlândia não foi objeto de discussão durante sua conversa com Trump. Ele também negou que o presidente tenha proposto qualquer tipo de compromisso em relação à soberania dinamarquesa.
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