Trump avalia ataques ao Irã para inspirar protestos e busca “mudança de regime”, segundo fontes. Repressão a manifestantes gera preocupação e avaliações de riscos regionais
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está avaliando opções para lidar com o Irã, incluindo ataques direcionados às forças de segurança e líderes iranianos, com o objetivo de inspirar protestos, disseram múltiplas fontes. A avaliação surge após a repressão a um movimento de protesto nacional, que resultou em milhares de mortes.
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O republicano busca criar condições para uma “mudança de regime” no país.
Apesar das preocupações de autoridades israelenses e árabes sobre a ineficácia de ataques aéreos isolados, o governo americano considera a possibilidade de atingir comandantes e instituições que Washington considera responsáveis pela violência, visando dar aos manifestantes a confiança de que podem invadir edifícios governamentais e de segurança.
A decisão final sobre o curso de ação, incluindo o uso da força militar, ainda não foi tomada, segundo fontes.
As opções discutidas pelos assessores do presidente americano incluem ataques a mísseis balísticos, que podem atingir aliados dos EUA no Oriente Médio, e medidas contra programas de enriquecimento nuclear do Irã. O Irã tem se mostrado relutante em negociar restrições a esses programas, que considera essenciais para sua dissuasão contra Israel.
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A avaliação do Irã foi ampliada pela capacidade militar do país, que se tornou mais visível após os ataques israelenses do ano passado. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) domina a rede de segurança do Irã e grande parte da economia, e o líder da Guarda, Khamenei, mantém a autoridade final sobre a guerra, a sucessão e a estratégia nuclear.
A situação no Irã tem implicações regionais significativas, com os estados do Golfo temendo ser os primeiros alvos de uma retaliação iraniana. A pressão para evitar um conflito direto tem sido intensa, com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, expressando preocupações ao presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.
A avaliação do Irã tem gerado preocupações sobre a possibilidade de uma “erosão implacável” do sistema político iraniano, com a Guarda Revolucionária Islâmica consolidando o poder. Analistas alertam para o risco de fragmentação do país, com unidades rivais lutando por território e recursos, o que poderia desencadear instabilidade em toda a região.
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