Estados Unidos avalia aquisição da Groenlândia para conter Rússia e China. Trump declara: “A Groenlândia não quer ver a Rússia ou a China assumirem o controle”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo, 11, que o país avalia a possibilidade de adquirir a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, com o objetivo de impedir a expansão da influência russa ou chinesa na região.
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Trump fez a declaração durante uma entrevista a bordo do Air Force One, justificando a medida pela importância do controle da Groenlândia para a segurança nacional americana.
O presidente enfatizou o aumento da presença militar de Rússia e China no Ártico, argumentando que a posse da Groenlândia seria crucial para proteger os interesses dos Estados Unidos. Apesar da falta de reivindicações formais de ambos os países sobre a ilha, Trump expressou a disposição de Washington em negociar com o território dinamarquês.
“Mas de um jeito ou de outro, teremos a Groenlândia”, afirmou o presidente, demonstrando uma postura firme em relação à questão.
As declarações de Trump geraram uma reação imediata da Dinamarca e de seus aliados europeus, que demonstraram surpresa com o tom adotado. A Groenlândia é considerada estratégica devido à sua localização entre a América do Norte e o Ártico, além de abrigar uma base militar dos Estados Unidos desde o final da Segunda Guerra Mundial.
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A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou para os riscos de uma tentativa de tomada da ilha pela força, mencionando a necessidade de preservar cerca de 80 anos de cooperação em segurança transatlântica.
A Groenlândia conquistou autonomia em 1953, após ser colônia da Dinamarca até então. Atualmente, o território discute a possibilidade de reduzir seus laços com Copenhague. A maioria da população e dos partidos políticos locais se opõe à integração aos Estados Unidos, defendendo que o futuro do território seja determinado por seus habitantes.
Trump, em tom irônico, comentou sobre a capacidade de defesa da Groenlândia, destacando que “a Groenlândia deveria fazer um acordo, porque a Groenlândia não quer ver a Rússia ou a China assumirem o controle”. Ele contrastou a defesa local com a presença de “destróieres e submarinos” de Rússia e China na região.
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