Incertezas Persistem nas Tarifas Globais
Segunda-feira, 23 de fevereiro. A situação comercial global continua envolta em incertezas. A Comissão Europeia, em uma postura firme no domingo (22), pressionou os Estados Unidos a cumprirem os termos do acordo comercial UE-EUA, assinado em julho de 2025.
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A pressão veio após uma decisão da Suprema Corte dos EUA, na sexta-feira (20), que, na prática, revogou as tarifas impostas desde abril de 2025 pelo governo americano.
A Comissão, responsável por negociar a política comercial em nome dos 27 estados membros da União Europeia (UE), exigiu que Washington fornecesse “clareza total” sobre as medidas que pretende adotar. A decisão da Suprema Corte gerou um novo cenário, especialmente após o anúncio de Donald Trump no sábado (21), que elevou as tarifas temporárias de 10% para 15%.
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Essa mudança introduz um problema significativo. Embora o acordo comercial do ano passado tenha estabelecido uma taxa de 15% para a maioria dos produtos da UE, existem exceções, como a isenção de tarifas para aço e a tarifa zero para produtos específicos, como aeronaves e peças de reposição.
O acordo previa a remoção de taxas de importação de diversos produtos americanos e a suspensão de medidas retaliatórias.
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A principal dúvida agora é se as novas tarifas de 15% impostas por Trump substituem o acordo UE-EUA. Se isso acontecer, as isenções de tarifa zero da UE podem desaparecer. Além disso, as novas tarifas podem ser aplicadas além das tarifas existentes, com base no princípio da “nação mais favorecida”, o que não está previsto no acordo.
Essa incerteza pode ter um impacto negativo na economia do Brasil. Uma análise da organização Global Trade Alert indica que o país terá a maior redução nas taxas tarifárias médias – uma queda de 13,6 pontos percentuais –, seguida pela China (7,1 pontos percentuais).
A situação é complexa e exige acompanhamento constante.
Indicadores Econômicos em Foco
A situação econômica dos Estados Unidos e do Brasil está sendo monitorada de perto. A expectativa é de que os indicadores econômicos ajudem a entender o impacto das recentes decisões políticas e comerciais.
Brasil: A Confiança do Consumidor, divulgada pela FGV em fevereiro, apresentou um valor de ND (Não Disponível) em comparação com o anterior de 87,3.Estados Unidos: O discurso do Christopher Waller, membro do Federal Reserve (FED), e as encomendas à indústria (Dez) também são pontos de atenção.
