Trump assina lei que causa apreensão na indústria de cannabis e futuro do cânhamo nos EUA

Projeto de lei de financiamento assina fim da paralisação governamental nos EUA. Restrições à indústria de cannabis geram preocupação em empresários como Boris Jordan (Curaleaf)

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(Imagem de reprodução da internet).

Fim da Paralisação Governamental e Desafios à Indústria de Cannabis

A mais longa paralisação do governo federal nos Estados Unidos chegou ao fim na semana passada com a assinatura do projeto de lei de financiamento pelo presidente Donald Trump. No entanto, essa resolução pode representar um ponto de virada negativo para a indústria de cannabis, estimada em US$ 28 bilhões (R$ 150,02 bilhões, segundo a cotação atual).

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Uma emenda incluída no orçamento agrícola do projeto de lei restringe a produção e venda de produtos derivados do cannabis, que atualmente dominam o mercado.

Diferenciação entre Cânhamo e Maconha

Em 2018, o Farm Bill legalizou o cânhamo e seus derivados, distinguindo-os da maconha. Ambas são variedades da mesma planta (cannabis sativa L.) e contêm os mesmos compostos. O cânhamo pode ser utilizado para produzir produtos com potência semelhante ou superior aos encontrados em dispensários de maconha regulamentados em 40 estados.

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Crescimento do Mercado de Produtos de Cânhamo

Nos últimos anos, a legalização do cânhamo impulsionou o mercado, com empresas vendendo seus produtos online, através de fronteiras estaduais e em locais como postos de gasolina e lojas de conveniência. Produtos como bebidas com infusão de THC, que geram cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5,36 bilhões) em vendas anuais, ganharam popularidade, com varejistas como Total Wine, Circle K e Target começando a oferecer esses produtos.

Desafios e Perspectivas da Indústria

A empresa Curaleaf, com uma farmácia de cannabis medicinal na Flórida, vende produtos de THC derivados de cânhamo. No entanto, o CEO, Boris Jordan, afirma que o negócio de cânhamo representa apenas um pequeno percentual das receitas da empresa, devido à sua baixa contribuição nas vendas totais.

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Jordan expressa preocupação com a possível falta de fiscalização do governo, considerando que a restrição poderia ser uma medida para eliminar concorrentes.

Lobby e Regulamentação

Grandes grupos da indústria de bebidas alcoólicas também defenderam a proibição, que Jordan acredita ser uma tentativa de expulsar startups do setor de bebidas com THC. A Curaleaf planeja fazer lobby por regulamentações mais adequadas para que empresas de cannabis e cânhamo possam continuar operando.

Jordan acredita que a bebida com THC será a forma dominante do mercado em cinco anos.

Em Indianápolis, Indiana, Justin Journay, fundador da 3Chi, uma das maiores fabricantes de produtos de THC derivados de cânhamo, avalia suas opções diante da situação. A 3Chi cresceu até se tornar uma empresa de US$ 100 milhões (R$ 535,78 milhões, segundo a cotação atual) (vendas estimadas em 2024).

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