Economista Warsh e Potencial de Crescimento de 15% na Economia Americana
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou otimismo em relação à capacidade de seu escolhido para a posição, o economista Steven Warsh, de impulsionar o crescimento econômico do país. Em uma entrevista à emissora Fox Business, Trump afirmou que Warsh poderia levar a economia americana a um crescimento de até 15%, caso assumisse o cargo.
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A declaração foi divulgada na segunda-feira, 9, destacando a visão do ex-presidente sobre o potencial do indicado.
Durante a entrevista, Trump também criticou a escolha anterior, Jerome Powell, argumentando que a indicação de Powell à presidência do Federal Reserve foi um “grande erro”. Segundo o ex-presidente, se Warsh “desempenhar o trabalho que é capaz de fazer”, a economia poderá “crescer a 15%, e acho que mais do que isso”.
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A declaração gerou debates sobre as métricas utilizadas para avaliar o crescimento econômico.
A projeção atual estima que a economia dos Estados Unidos deve crescer 2,4% em 2026. Historicamente, o crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) nas últimas cinco décadas tem sido de 2,8%. Crescimentos superiores a 15% são raros desde os anos 1950, com um exemplo notável sendo o terceiro trimestre de 2020, um período de recuperação econômica após as restrições impostas pela pandemia.
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No processo de seleção para a nova liderança do Federal Reserve, Trump buscou um nome que defendesse cortes nas taxas de juros. Ele também afirmou que não teria escolhido Warsh anteriormente se este tivesse defendido aumentos nas taxas. A indicação de Warsh enfrenta desafios políticos, com o senador Thom Tillis, republicano pela Carolina do Norte e prestes a se aposentar, prometendo bloquear qualquer confirmação para o Federal Reserve, enquanto prossegue com a investigação do governo Trump contra Powell.
A possível nomeação de Warsh pode ser parte da estratégia de Trump para impulsionar a economia em vista das eleições legislativas de meio de mandato. A declaração também demonstra uma possível falta de preocupação com a inflação, que ainda está elevada nos Estados Unidos, segundo a Bloomberg.
Apesar das expectativas de apenas um corte de juros em 2026, alguns setores do mercado financeiro apostam em duas reduções até o fim do ano.
