Trump anuncia estrutura de acordo com Groenlândia e Ártico, causa tensão na Europa

Trump anuncia estrutura para acordo com Groenlândia e Ártico, em meio a tensões com Europa. Especialista analisa mudança de postura do presidente.

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(Imagem de reprodução da internet).

Donald Trump anunciou, em 21 de fevereiro, a definição de uma “estrutura” para um acordo envolvendo a Groenlândia e a região do Ártico, durante uma reunião com Mark Rutte, secretário-geral da OTAN. A revelação ocorre em um contexto de tensões com países europeus, relacionadas a possíveis tarifas comerciais que estavam previstas para entrar em vigor em 1º de fevereiro.

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Priscila Caneparo, especialista em Direito Internacional, em entrevista ao CNN 360°, analisou a mudança de postura de Trump como resultado da demonstração de firmeza por parte dos líderes europeus. Ela ressaltou a imprevisibilidade do comportamento de Trump, mas apontou que a mudança também reflete uma análise da situação atual.

Caneparo enfatizou que, até recentemente, o que Trump interpretava como sinal de fraqueza. “A Europa estava quase se curvando às vontades do Trump, com muita diplomacia tradicional. Mas a gente sabe que ele entende isso como fraqueza, e instituições fracas e países fracos, Trump não respeita”, afirmou.

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Segundo a especialista, a mudança ocorreu com a adoção de um posicionamento mais firme por parte dos países europeus, que suspenderam negociações de acordos comerciais enquanto a disputa sobre a Groenlândia persistisse.

Interesses Estratégicos na Groenlândia

Caneparo explicou que os interesses dos Estados Unidos na Groenlândia são múltiplos. O primeiro é pessoal, relacionado ao desejo de marcar seu nome na história americana. “Os Estados Unidos, em 4 de julho, faz 250 anos de independência e o Trump quer cunhar seu nome na história.

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Ele entende que ao fazer isso, conquista mais território. O Trump tem um pensamento do século XIX, basicamente”, analisou.

O segundo interesse é econômico, relacionado à exploração de terras raras. “Se porventura houver o degelo da Groenlândia, podemos observar que o território só vai perder para a China em detenção de terras raras e minérios raros”, destacou a professora.

O terceiro ponto é geoestratégico, uma vez que o degelo do Ártico facilitaria rotas comerciais para os Estados Unidos.

Possíveis Expansões Militares

Caneparo também mencionou a possibilidade de bases militares americanas na Groenlândia, que atualmente possui apenas uma base militar na região. “Os Estados Unidos hoje só têm uma base militar na Groenlândia porque eles querem. Se eles quiserem aumentar o nível, eles podem de fato”, alertou Caneparo.

Sobre o acordo mencionado por Trump, a professora afirmou que ainda não se sabe exatamente o que estará incluído. “Não sabemos se vão estar no acordo ou se, de fato, os Estados Unidos conseguiu comprar a Groenlândia. Eu acho pouco provável, mas advindo do Trump, não acho impossível”, concluiu.

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