Donald Trump anuncia captura de Nicolás Maduro em operação surpresa. EUA planejam governar Venezuela até transição segura. Crise e repercussão internacional.
Em uma operação surpresa realizada na madrugada deste sábado (3), as forças americanas capturaram o ditador Nicolás Maduro, que governou a Venezuela por décadas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a operação, informando que, por ora, e com possível envio de tropas, os EUA planejam governar o país até que uma transição segura e sensata possa ser realizada. “Vamos governar o país até que possamos realizar uma transição segura, adequada e sensata”, declarou Trump durante uma coletiva de imprensa em seu resort Mar-a-Lago, na Flórida.
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A remoção de Maduro, que governou a Venezuela por mais de 12 anos, pode abrir um vácuo de poder no país latino-americano. Qualquer desestabilização séria na nação de 28 milhões de habitantes ameaça entregar a Trump o tipo de dificuldade que tem marcado a política externa dos EUA durante grande parte do século XXI, como as intervenções no Afeganistão e no Iraque.
Autoridades venezuelanas condenaram a intervenção de sábado. “Na união do povo, encontraremos a força para resistir e triunfar”, disse o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, em uma mensagem de vídeo. Diversos governos latino-americanos se opõem a Maduro e afirmam que ele fraudou as eleições de 2024.
A ação de Trump evoca a Doutrina Monroe, estabelecida em 1823 pelo presidente James Monroe, que reivindicava a influência dos EUA na região, bem como a “diplomacia das canhoneiras” vista sob o governo de Theodore Roosevelt no início do século XX.
Trump afirmou que o Secretário de Estado americano, Marco Rubio, havia entrado em contato com a vice-presidente venezuelana — a provável sucessora de Maduro. “‘Faremos o que for preciso’”, Trump citou Rodríguez dizendo. “Ela realmente não tem escolha.” Quatro fontes familiarizadas com as movimentações dela disseram que a vice fugiu para a Rússia.
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O Ministério das Relações Exteriores russo desmentiu a notícia sobre a presença de Rodríguez no país, classificando-a como “falsa”. Trump disse que os EUA seriam reembolsados com o “dinheiro que vier do solo”, referindo-se às reservas de petróleo da Venezuela.
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