A relação entre os Estados Unidos e o Canadá tem sido marcada por tensões recentes, impulsionadas por ameaças de tarifas e divergências sobre acordos comerciais. O presidente dos Estados Unidos, um republicano, expressou publicamente sua preocupação com uma possível parceria entre o Canadá e a China, em 24 de janeiro de 2026.
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Ameaças e Retórica do Presidente
O presidente republicano, em seu perfil na Truth Social, utilizou uma linguagem forte ao se referir ao primeiro-ministro canadense, Mark Carney, como “governador”, em alusão a declarações anteriores sobre a possibilidade de anexação do Canadá aos Estados Unidos.
Ele reiterou a ideia de que “adoraria ver o Canadá ser o 51º Estado”.
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Em sua publicação, o presidente Trump acusou Carney de tentar transformar o Canadá em um “porto de entrega e coleta” para produtos chineses, afirmando que “a China vai comer o Canadá vivo, devorá-lo completamente”. Essa retórica se baseou em um artigo intitulado “Pacto com o Diabo”.
Negociações e Acordos Recentes
Apesar das tensões, o Canadá e a China têm buscado fortalecer laços comerciais. Mark Carney esteve na China entre 14 e 17 de janeiro, onde se encontrou com o presidente Xi Jinping. Os líderes concordaram em estabelecer uma “parceria estratégica” para aumentar o comércio e os investimentos, além de colaborarem em questões como governança global e combate ao tráfico de drogas e crimes cibernéticos.
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Um acordo específico foi alcançado para permitir a entrada de veículos elétricos chineses no Canadá.
Discursos em Davos e Posicionamento Canadense
Enquanto isso, Mark Carney fez um discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, onde alertou sobre um momento de ruptura global, em vez de uma transição. Ele criticou a subordinação de países por meio de instrumentos econômicos, defendendo a autonomia da Groenlândia e a fidelidade do Canadá à Otan.
Em resposta, Trump afirmou que o Canadá “vive por causa dos EUA” e que deveria agradecer. Posteriormente, Trump cancelou o convite para Carney participar do Conselho da Paz, um órgão criado pelos EUA para resolver conflitos na Faixa de Gaza, que ele considerava um conselho de líderes mais prestigiado.
