TPI Suspende Atividades em Caracas Após Pressão e Crise na Venezuela

Tribunal Penal Internacional suspende atividades em Caracas após crise na Venezuela. Investigação por crimes de lesa humanidade continua com 8.000 vítimas

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(Imagem de reprodução da internet).

Tribunal Penal Internacional Suspende Atividades em Caracas

O Tribunal Penal Internacional (TPI) anunciou a suspensão das operações de seu escritório em Caracas, capital da Venezuela. A decisão, comunicada na segunda-feira, 1º de dezembro de 2025, pelo procurador-adjunto, ocorreu em Haia. A justificativa apresentada é a ausência de “progresso real” na colaboração com o governo venezuelano (PSUV, esquerda).

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Apesar da interrupção das atividades presenciais, o TPI informou que a investigação de crimes de lesa humanidade na Venezuela continua. A Corte ressaltou a necessidade de gerenciar seus recursos de forma eficiente, considerando os desafios na obtenção da cooperação do país sul-americano.

Durante a assembleia, o diplomata argentino Diego Emilio Sadofschi, representante da Argentina no TPI, solicitou “ações imediatas” contra o regime de Nicolás Maduro. Sadofschi destacou o agravamento da situação na Venezuela após as eleições de julho de 2025, consideradas fraudulentas.

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As eleições de 2025, vencidas por Maduro, intensificaram a pressão internacional sobre o país. A relação entre Venezuela e Argentina se deteriorou devido à postura do presidente argentino, refletindo as políticas do partido La Libertad Avanza, de orientação direita.

Em resposta à situação na Venezuela, o governo venezuelano expulsou a diplomacia argentina do país. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), também intensificou a pressão, lançando uma ofensiva militar no mar do Caribe e ordenando a apreensão de embarcações que ele identifica como pertencentes a traficantes.

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O escritório do TPI em Caracas foi estabelecido em junho de 2023, em um contexto de protestos por parte do governo Maduro. A investigação, a primeira a ser aberta contra um país latino-americano, já coletou depoimentos de mais de 8.000 vítimas de detenções arbitrárias, tortura, violência sexual, execuções extrajudiciais e desaparecimentos forçados.

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