Tostão: Uma Copa do Mundo Inesperada e a Conquista do Tetra
A trajetória de Tostão, o tricampeão mundial, é marcada por reviravoltas. Após uma carreira de futebol interrompida por problemas de visão no início dos anos 70, o ex-jogador seguiu um caminho surpreendente, cursando medicina e dedicando-se à profissão. “Quando fui convidado para ir à Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, eu estava trabalhando diariamente com a medicina, não tinha nenhuma pretensão de voltar ao futebol.
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Mas, de repente, surgiu o convite, eu tirei férias e fui para a Copa”, relembra Tostão.
A experiência na Copa de 1994 foi um retorno inesperado ao mundo do futebol, proporcionado por um convite do narrador e diretor de esportes da Bandeirantes, Luciano do Valle. Tostão, que já havia encerrado sua carreira no campo, teve a oportunidade de acompanhar de perto a seleção brasileira e interagir com antigos companheiros de equipe.
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Durante a Copa, Tostão se hospedou em Dallas, onde estava o centro de imprensa. Ele não acompanhou de perto a seleção, que ficava na Califórnia, mas teve a chance de conviver com figuras importantes do jornalismo brasileiro, como Armando Nogueira.
Ele assistiu aos jogos pela televisão e teve encontros com o Gérson e o Rivellino, comentaristas oficiais da seleção.
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Um momento especial foi o reencontro com o Gérson e o Rivellino, com quem não se via há mais de 20 anos. “Foi ótimo. Tinha mais de 20 anos que eu não via nenhum dos dois”, conta Tostão, demonstrando a importância daquela experiência.
Tostão participou de todos os sete jogos do Brasil na Copa de 1994, assistindo apenas ao duelo Brasil e Holanda, que foi disputado em Dallas. Apesar das críticas à seleção, que adotava um estilo de jogo diferente do tradicional futebol brasileiro, a equipe conquistou o título mundial após 24 anos.
“Foi uma seleção diferente do habitual do futebol brasileiro. Daí muitas pessoas terem criticado a seleção. O Parreira, apaixonado pelo futebol europeu, armou a seleção do jeito que a Inglaterra costumava jogar e costuma jogar até hoje, com duas linhas de quatro, recuadas, e com dois atacantes.
Então, quando o time do Brasil perdia a bola, marcava com oito jogadores atrás e o Bebeto e o Romário [ficavam] na frente, um estilo europeu, na época, muito frequente. Isso não empolgou o torcedor brasileiro, mas o time era extremamente organizado e extremamente eficiente na defesa”, avalia Tostão.
Apesar das críticas, a seleção brasileira, liderada por Taffarel no gol, ganhou o título mundial de forma merecida, após 24 anos sem conquistas. “Foi uma seleção diferente do habitual do futebol brasileiro. Daí muitas pessoas terem criticado a seleção.
O Parreira, apaixonado pelo futebol europeu, armou a seleção do jeito que a Inglaterra costumava jogar e costuma jogar até hoje, com duas linhas de quatro, recuadas, e com dois atacantes. Então, quando o time do Brasil perdia a bola, marcava com oito jogadores atrás e o Bebeto e o Romário [ficavam] na frente, um estilo europeu, na época, muito frequente.
Isso não empolgou o torcedor brasileiro, mas o time era extremamente organizado e extremamente eficiente na defesa”, ressalta Tostão.
