Suspeita em Massa: Toffoli e o Banco Master em Dúvida no STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) está em meio a uma intensa investigação envolvendo o ministro Dias Toffoli. A Polícia Federal (PF) apresentou um pedido de suspeição contra o ministro, alegando possíveis irregularidades relacionadas à sua participação no evento “10 Fórum Jurídico – Brasil de Ideias”, realizado em Londres entre 24 e 26 de abril de 2026.
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O evento foi patrocinado pelo Banco Master, ligado a Daniel Vorcaro, figura central em um esquema de fraude financeira investigado pelo Banco Central.
Detalhes da Investigação e Participação de Andrei Rodrigues
A PF cita a participação de Toffoli no evento como um dos eixos da argumentação do pedido de suspeição. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, também participou do evento, gerando questionamentos sobre o financiamento da viagem. O pedido de suspeição, de cerca de 200 páginas, foi entregue ao presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin, em 10 de fevereiro de 2026.
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O documento, considerado inepto pelo STF, aponta para uma possível relação de proximidade entre Toffoli e Vorcaro.
Argumentos da PF e Controvérsias
A investigação da PF se baseia em diversos pontos, incluindo a ligação de Toffoli com o investidor ligado a Vorcaro, a atuação da ex-mulher do ministro, Roberta Rangel, que trabalhou no escritório de Walfrido Warde, cliente de Vorcaro, e a troca de mensagens de texto que sugerem uma possível aliança entre Toffoli e o banqueiro.
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A PF também destaca a participação de Toffoli em eventos patrocinados pelo Banco Master, levantando suspeitas de intimidade entre os dois.
Custos da Viagem e Decisões do STF
O pedido de suspeição de Toffoli gerou um debate acalorado no STF. Em 12 de fevereiro de 2026, a Corte rejeitou o pedido de suspeição, mas o inquérito foi transferido para o ministro André Mendonça. A PF estimou um custo de diária de R$ 6.800 por noite no hotel 5 estrelas onde Andrei Rodrigues foi hospedado durante o evento.
O magistrado também determinou que todas as novas diligências da operação Compliance Zero contra o Master fossem avaliadas previamente pelo STF, devido à possibilidade de envolvimento de pessoas com foro privilegiado.
Outros Envolvidos e Controvérsias Adicionais
A investigação também envolveu outros personagens, como a advogada Viviane Barci de Moraes, contratada pelo Banco de Brasília, e o empresário Luiz Osvaldo Pastore, que convidou o ex-deputado Aldo Rebelo e o advogado Botelho para assistir a um jogo da Libertadores.
A divulgação do fato gerou pressão pela implementação de um código de conduta no poder Judiciário. O contrato entre Viviane Barci e o Master nunca foi divulgado na íntegra.
A situação continua sob análise e o STF busca esclarecer as denúncias e determinar se há irregularidades que justifiquem a suspeição do ministro Dias Toffoli.
