Toffoli e Vorcaro: Tempestade no Congresso e Pressão por CPI do Master

Toffoli e Vorcaro: Tempestade no Congresso! 🏛️ Revelações chocantes sobre o caso Master geram pressão para quebrar sigilo e convocar Toffoli e Vorcaro para depor. CPI pode ser instalada! Saiba mais

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(Imagem de reprodução da internet).

Repercussão no Congresso sobre Contatos de Toffoli com Vorcaro

O caso envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso do Banco Master, gerou intensa movimentação no Congresso Nacional. A Polícia Federal (PF) encontrou conversas e menções a Toffoli no celular apreendido em Vorcaro, o que levou a parlamentares a defenderem a quebra de sigilo e convocações para depoimentos.

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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, foi um dos primeiros a comentar as revelações. “O Tofollão é um escândalo tão grande que não dá para esconder nas artimanhas do sistema. Na semana posterior ao carnaval, a CPI do Crime Organizado votará os requerimentos de quebra de sigilo e convocações dos envolvidos.

O Brasil só será uma República com todos sob a mesma lei”, afirmou. Vieira já havia apresentado dois requerimentos para convocar os irmãos do ministro, José Carlos e José Eugênio, para prestar depoimento.

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O caso se intensificou com a descoberta de que Toffoli é acionista da Maridt, empresa que tem como dirigentes seus irmãos. A sede da Maridt é a residência do engenheiro José Eugênio Dias Toffoli. A reportagem do Estadão revelou que Toffoli fez negócios com o fundo de cunhado de Vorcaro, e o ministro confirmou ser sócio da Maridt, recebendo dividendos, negando qualquer relação de amizade com Vorcaro.

O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) também articulou uma frente para pressionar o ministro e Vorcaro, defendendo a liberação integral do conteúdo das conversas do banqueiro. “É fundamental que o Supremo determine o fim do sigilo sobre essa investigação, e possa revelar todos os diálogos que tem no telefone do Vorcaro.

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Acho até para evitar vazamentos seletivos, abertura total. A população brasileira tem o direito de saber o que foi conversado, se houve intervenção política. É colocar luzes sobre o tema”, afirmou. Rollemberg foi o primeiro a protocolar pedido de instalação de CPI.

O deputado também defendeu a instalação de uma comissão de investigação, argumentando que qualquer obstrução a essa medida enviaria uma mensagem negativa à população. A tática de instalar uma CPI Mista, para driblar a fila de outros requerimentos, também foi defendida por alguns parlamentares, como o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, e o senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado.

Além disso, outros parlamentares, como o senador Eduardo Girão (Novo-CE) e a deputada Heloísa Helena (Rede-RJ), também iniciaram a coleta de assinaturas para protocolar seus próprios requerimentos de criação de CPI do Master.

Pressão no Congresso e Defesa da Investigação

A situação gerou uma onda de pressão no Congresso Nacional, com parlamentares defendendo a instalação de uma comissão de investigação para apurar os R$ 12,2 bilhões pagos pelo Banco de Brasília (BRB) ao Master entre janeiro e junho de 2025, sendo R$ 6,7 bilhões pelas carteiras falsas e mais R$ 5,5 bilhões de prêmio.

A defesa da investigação se baseia em evidências como as conversas entre Toffoli e Vorcaro, a participação do ministro em negócios com a Maridt e o envolvimento de outros familiares.

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