O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a Polícia Federal (PF) envie todos os bens e materiais apreendidos na segunda fase da operação Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira (14.jan.2026), “lacrados e acautelados” à sede da Corte.
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A operação investiga crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais, com foco no Banco Master e em figuras como o empresário Nelson Tanure.
Ação Imediata da PF
A PF deve garantir a preservação das provas recolhidas. Os objetos serão periciados pelas autoridades competentes. Em 24 horas, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, deve informar o motivo do descumprimento da ordem do ministro Toffoli, relacionada à prisão temporária do influenciador Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que deveria ter sido cumprida em até 24 horas, considerando a viagem programada de Fabiano para Dubai.
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Críticas do Ministro Toffoli
O ministro Toffoli expressou sua insatisfação com o descumprimento do prazo e a falta de empenho da PF. Ele atribuiu a “eventual frustração” do cumprimento das medidas à inércia da PF e à “inobservância expressa e deliberada” da decisão judicial.
A responsabilidade pelo prejuízo é inteiramente da autoridade policial, segundo o ministro.
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Revisão da Decisão e Novas Diligências
Após manifestações da PF e da Procuradoria Geral da República (PGR), Toffoli reconsiderou um pedido anterior para novas diligências contra Vorcaro. A PGR entendeu que era “necessário, útil e pertinente” que o investigado fosse alvo de busca e apreensão, para a colheita de documentos e a identificação de outros agentes envolvidos.
A decisão demonstra a importância das investigações para o deslinde da causa.
