Tifanny Acusada de Discriminação: COI Proíbe Atletas Transgênero no Vôlei!
Ponteira da Osasco São Cristóvão Saúde Denuncia Decisão do COI Sobre Atletas Transgênero
Em uma declaração contundente, divulgada nesta sexta-feira (27 de março de 2026), a ponteira da Osasco São Cristóvão Saúde, Tifanny, criticou a nova política estabelecida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). A medida, anunciada na quinta-feira (26 de março de 2026), define critérios de elegibilidade para atletas em competições femininas, proibindo a participação de mulheres transgênero e atletas com diferenças do desenvolvimento sexual (DDS) nas categorias femininas a partir de determinado limite de idade.
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Novo Critério e Impacto nas Atletas Transgênero
A principal mudança, segundo o COI, é a implementação de uma triagem genética para identificar o gene SRY, ligado ao cromossomo Y. O teste, que pode ser realizado através de coleta de saliva, swab na bochecha ou amostra de sangue, é feito apenas uma vez na vida da atleta e um resultado negativo garante validade permanente.
Repercussão da Decisão
Tifanny, a primeira mulher transgênero do voleibol brasileiro, classificou a decisão como um “grande retrocesso” para o esporte. Em seu perfil no Instagram, ela argumentou que direitos não podem ser revogados e que o mundo não pode regredir. “Precisamos nos posicionar agora, ou aceitaremos que conquistas sejam desmontadas por uma direita que insiste em excluir, dividir e destruir”, afirmou.
Questionamentos sobre o Argumento de ‘Proteção’ do Esporte Feminino
A ponteira questionou o argumento de que a medida visa “proteger o esporte feminino”, argumentando que, na prática, o objetivo é exatamente o oposto. “Quando o assunto envolve pessoas trans, sempre surge uma tentativa de tirar, excluir, questionar sua presença, independentemente do contexto”, declarou Tifanny.
A Importância da Luta por Todas as Mulheres
Tifanny destacou que a discussão não se limita apenas a pessoas trans. “Muitas pessoas tentam reduzir esse debate a um ataque exclusivo às pessoas trans, mas não é só sobre isso. É sobre mulheres. Sobre todas as mulheres. Com essas novas regras, muitas atletas podem ser prejudicadas, inclusive mulheres cis, por critérios cada vez mais questionáveis.
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E isso precisa ser discutido com responsabilidade, não com exclusão”, concluiu.
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