The Weeknd e US$ 1 bilhão: O modelo inédito de controle criativo musical!

The Weeknd e o Mercado Musical: Um Modelo Inovador de Monetização de Catálogo
O cantor The Weeknd está em turnê, com apresentações programadas para o Rio de Janeiro neste domingo, dia 26, no Estádio Nilton Santos. Na semana seguinte, os fãs poderão acompanhá-lo no Morumbi, em São Paulo.
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Esta passagem pelo Brasil faz parte de uma grande turnê que, ao concluir em Lisboa em setembro, terá tocado em estádios de quatro continentes. O sucesso foi tão grande que a turnê já faturou mais de US$ 1 bilhão em bilheteria.
O Acordo Bilionário e o Controle Criativo
Este recorde financeiro acompanha um movimento estratégico do artista. Em dezembro de 2025, The Weeknd firmou um acordo notável com a Lyric Capital Group. A parceria estabeleceu uma joint venture, onde a Lyric investiu no catálogo musical do artista desde o início de sua carreira até 2025.
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Mantendo o Controle do Legado Artístico
Diferentemente de muitos artistas que alcançaram cifras semelhantes em anos passados e acabaram cedendo o controle de seu conteúdo, The Weeknd optou por um caminho diferente. Ele manteve o controle criativo sobre o catálogo e permanece acionista e proprietário da empresa.
“Desde o início da reunião, ficou claro para todos na Lyric que Abel não venderia seu catálogo. Ele queria ser mais inovador e criativo na forma como estabelecíamos uma parceria,” afirmou o representante do artista à Variety.
Estrutura Financeira Incomum no Setor Musical
A mecânica financeira por trás desse acordo é considerada incomum no cenário musical. Simplificando, o negócio envolveu a captação de US$ 1 bilhão para os ativos musicais de The Weeknd. Desses valores, 75% vieram de dívida, e a Lyric Capital Partners detém uma participação de 25% no catálogo, segundo a Billboard.
Instrumentos Financeiros e Direitos Musicais
O financiamento incluiu royalty-backed notes, estruturadas pela firma suíça Partners Group. Este instrumento permite que o artista monetize seu acervo histórico sem abrir mão do controle sobre seu trabalho.
O acordo abrange os masters e direitos de publicação de The Weeknd até 2025, excluindo lançamentos posteriores. Ele mantém sua parceria com a XO/Republic/Universal Music Group. Historicamente, apenas o Queen alcançou um patamar maior, quando a Sony Music pagou US$ 1,27 bilhão pelo acervo da banda em 2024.
A Turnê e a Visão de Negócios Integrada
O negócio com a Lyric Capital não foi um evento isolado. Ele ocorreu após The Weeknd consolidar um dos maiores tours da história da música ao vivo. A After Hours Til Dawn Tour, que começou em julho de 2022 em Filadélfia, arrecadou US$ 1,004 bilhão em 153 shows, um recorde para um artista solo masculino.
A marca de US$ 1 bilhão em bilheteria foi alcançada um mês antes do fechamento do acordo com a Lyric Capital. A vinda ao Brasil faz parte da extensão da turnê, que está prevista para setembro de 2025. Os shows em São Paulo, nos dias 30 de abril e 1º de maio no Morumbi, fazem parte de uma perna latino-americana que também inclui o Rio de Janeiro, antes de seguir para a Europa.
O Modelo de Ativo Multifacetado
O que torna o caso de The Weeknd relevante é a lógica por trás da monetização de seu catálogo. Enquanto outros artistas optaram por vendas diretas, ele escolheu transformar seu catálogo em ativo financeiro sem transferir a propriedade.
A estrutura de royalty-backed notes, segundo a Partners Group, permite que artistas monetizem catálogos históricos mantendo o controle sobre seu trabalho. Para o artista, o modelo resolve um dilema industrial: obter liquidez imediata sem perder o legado artístico. Quando o Morumbi estiver lotado, o público testemunhará um artista que entende que show, catálogo, marca e formação educacional são camadas de um mesmo ativo, que não precisa ser vendido para gerar receita.
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