“The Good Doctor” inspira liderança: roteiro de coerência e ética no trabalho. Protagonista, Dr. Shaun Murphy, inspira a busca por liderança autêntica e sem ego
Não sou um grande fã de séries, preferindo livros e conteúdos mais curtos na internet. Contudo, em minha nova agenda de 2026, fiz uma promessa à minha esposa: assistiria mais séries com ela. Começamos com bom ritmo, maratonando até a metade da segunda temporada de “The Good Doctor”.
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Como frequentemente acontece, estabeleci paralelos entre o comportamento do personagem central, o Dr. Shaun Murphy, e situações do meu cotidiano. Não se tratava da medicina em si, mas sim das características do personagem, especialmente do seu comportamento, e seus efeitos sobre as pessoas ao seu redor.
É importante ressaltar que Shaun Murphy é um personagem fictício, retratado como uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Ele não representa a diversidade, a complexidade ou as múltiplas experiências reais de pessoas autistas. O objetivo não é romantizar o diagnóstico ou explorar a condição.
O que me interessava eram certos traços de conduta apresentados pelo personagem, que se mostram raros em ambientes corporativos sofisticados.
Shaun Murphy age com intencionalidade radical. Ele faz o que faz porque acredita, de forma genuína, que aquilo é o correto, sem se preocupar em agradar, proteger sua imagem ou evitar conflitos. Essa coerência entre pensamento, fala e ação é notável.
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Ele comete erros, mas esses erros não decorrem de egoísmo, atalhos ou desvios de caráter. São limitações humanas, o que torna suas atitudes mais previsíveis e confiáveis.
O impacto dessa postura no ambiente de trabalho é significativo. Inicialmente, surge desconforto e resistência. A franqueza direta incomoda, expõe incoerências e desmonta jogos silenciosos. Com o tempo, no entanto, algo se transforma. As pessoas passam a confiar, a equipe entende que não há segundas intenções e o feedback não está contaminado por política.
O clima se torna mais leve e a confiança cresce.
Em muitas organizações, CEOs afirmam valorizar transparência, ética e autenticidade, mas poucos estão dispostos a arcar com o custo cotidiano que esses valores exigem. Liderar com coerência implica abrir mão de proteções simbólicas, de popularidade momentânea e, em alguns momentos, de conveniência pessoal.
Talvez o diferencial competitivo que “The Good Doctor” nos oferece seja a influência de uma liderança sem ego inflado, sem vaidade performática e sem a necessidade constante de parecer algo além do que se é.
Em tempos de narrativas cuidadosamente construídas, a previsibilidade ética se torna um valor fundamental. Fazer o que é certo, mesmo quando não é confortável, dizer a verdade, mesmo quando não é elegante ou fácil, e sustentar a coerência, mesmo quando ninguém está olhando.
Essa postura pode ser um diferencial competitivo e, acima de tudo, um exemplo a ser seguido.
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