Tribunal impede Texas de usar mapa eleitoral favorável a republicanos. Decisão surge após críticas à base racial do mapa e possível influência nas eleições de 2026
Um tribunal federal determinou, em 18 de maio, que o Texas não podia utilizar um novo mapa eleitoral para a Câmara dos Deputados dos EUA. A decisão foi tomada após a análise da estratégia do estado de criar distritos que favorecessem os republicanos nas eleições de 2026.
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A disputa se intensificou com o objetivo de garantir cinco cadeiras atualmente ocupadas por democratas.
Os juízes expressaram preocupação com a orientação do governador Greg Abbott para que a legislatura do Texas redigisse o mapa com base em critérios raciais. A ação foi vista como uma tentativa de influenciar o resultado das eleições, gerando reações e esforços de redistribuição de distritos em todo o país.
O Departamento de Justiça dos EUA se juntou a um desafio ao novo mapa, em resposta direta à tentativa do Texas de conquistar cinco cadeiras. Com a presença de apenas três cadeiras democráticas, a disputa no Texas poderia alterar o controle da Câmara no próximo ano.
Em contrapartida, a Califórnia lançou sua própria iniciativa de redistribuição de distritos, com uma condição: o plano só entraria em vigor se o Texas ou outro estado aprovassem um novo mapa. No entanto, a versão final aprovada pelos eleitores da Califórnia não continha essa restrição.
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O governador do Texas classificou a decisão judicial como “absurda” e sua administração apresentou um pedido de apelação à Suprema Corte. O Procurador-Geral do Texas, Ken Paxton, defendeu que o mapa era legal e refletia as afiliações políticas do estado.
A Procuradora-Geral dos EUA, Pam Bondi, manifestou discordância com a decisão do tribunal distrital.
Organizações de direitos civis, como a Liga dos Cidadãos Latino-Americanos Unidos (LULAC), criticaram o mapa, argumentando que ele concentrava eleitores de minorias em alguns distritos e os removia de outros, criando distritos com menor representação de eleitores hispânicos e negros.
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