Tesouro projeta gastos recordes com precatórios em 2028; dívida bruta pode subir a 95,4% do PIB. Rogério Ceron analisa cenário fiscal.
O Tesouro Nacional projetou que os gastos com precatórios, que excedem a meta fiscal, atingirão um pico de R$ 98,7 bilhões em 2028. Essa estimativa faz parte da 7ª Edição do Relatório de Projeções Fiscais, divulgado na segunda-feira (12). A pasta, liderada por Rogério Ceron, prevê um aumento gradual nessas despesas nos próximos anos, com uma trajetória de queda a partir de 2029.
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Para este ano, a expectativa é de R$ 57,8 bilhões em sentenças judiciais consideradas fora da meta de resultado primário. A partir de 2027, a inclusão dessas despesas na apuração da meta fiscal ocorrerá de forma cumulativa, com um percentual mínimo adicional de 10% em relação ao montante do ano anterior.
A projeção do Tesouro Nacional indica que, apesar do pico em 2028, as despesas com precatórios devem diminuir gradualmente. Em 2029, a estimativa é de R$ 91,3 bilhões, e a tendência de queda deve continuar até o ano de 2036, quando se espera que essas despesas cheguem a zero.
A inclusão das despesas com precatórios nas projeções fiscais tem contribuído para elevar as estimativas da dívida bruta do país. O Tesouro Nacional projeta que essa dívida pode atingir 95,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2035.
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