Tesouro Nacional divulga que Dívida Pública Federal fechou 2025 em R$ 8,635 trilhões, com aumento de 1,82% em dezembro. A dívida pública expandiu R$ 1,32 trilhão no ano, impulsionada por emissão líquida e juros
A Dívida Pública Federal (DPF) fechou dezembro de 2025 em R$ 8,635 trilhões, conforme dados divulgados pelo Tesouro Nacional na quarta-feira, 28 de janeiro de 2026. Esse valor representa um aumento de 1,82% em relação ao mês anterior, quando o estoque era de R$ 8,48 trilhões.
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No acumulado do ano, a dívida pública cresceu 18,03%, totalizando uma expansão de R$ 1,32 trilhão.
O avanço em dezembro foi resultado principalmente da emissão líquida de títulos, que somou R$ 59,9 bilhões, e da apropriação positiva de juros, que adicionou R$ 94,8 bilhões ao estoque da dívida. A emissão líquida positiva foi crucial para o aumento do endividamento do governo.
A maior parte da dívida ainda está concentrada no mercado doméstico. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) atingiu R$ 8,31 trilhões, representando 96,22% do total. A dívida externa (DPFe) somou R$ 326 bilhões, com uma participação de 3,78%.
Em dezembro, o estoque da dívida interna avançou 1,76%, impulsionado pela emissão líquida de R$ 60,8 bilhões e pela incorporação de juros no valor de R$ 82,8 bilhões. A dívida externa teve um aumento de 3,53%, influenciada principalmente pela valorização cambial.
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No último mês do ano, as emissões da dívida pública totalizaram R$ 65,8 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 5,9 bilhões, resultando em emissão líquida positiva de R$ 59,9 bilhões. A maior parte das emissões (60,5%) foram títulos atrelados à taxa Selic, seguidos por títulos prefixados (22,7%) e papéis indexados à inflação (IPCA) (16,7%).
Os LFTs (Tesouro Selic) foram o principal emissor, com R$ 34,3 bilhões.
O Tesouro informou que o estoque da dívida encerrou o ano dentro do intervalo previsto no Plano Anual de Financiamento (PAF). Para 2025, o governo estimava que a dívida ficaria entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões. O resultado –R$ 8,64 trilhões– permaneceu próximo ao centro da faixa.
A composição da dívida em dezembro foi: títulos atrelados à Selic: 48,25%; títulos indexados à inflação: 25,93%; prefixados: 22,05%; câmbio: 3,76%. O prazo médio da dívida pública federal caiu de 4,08 anos para 4,00 anos. Na dívida interna, o prazo médio passou de 3,96 anos para 3,89 anos.
Já na dívida externa, houve um leve recuo de 7,01 anos para 6,96 anos. Entre os detentores da dívida interna, o maior grupo continua sendo o de instituições financeiras, com 32,9% do estoque.
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