Dívida Pública Federal dispara em 2025: aumento de R$ 1,3 trilhão eleva dívida para R$ 8,64 trilhões. Tesouro Nacional alerta para riscos e busca estratégias
A Dívida Pública Federal (DPF) experimentou um aumento anual significativo em 2025, representando o maior crescimento em anos. O incremento total foi de R$ 1,3 trilhão, elevando a dívida de R$ 7,32 trilhões para R$ 8,64 trilhões, com uma alta de 18%. Este cenário complexo é impulsionado pela necessidade de financiamento do Estado, conforme reconhecido pelo Tesouro Nacional.
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As projeções indicam que, mesmo com o aumento da dívida, o Tesouro Nacional estima um crescimento de pelo menos R$ 1,065 trilhão em 2026, podendo chegar a R$ 1,665 trilhão. Esses números refletem a complexidade da situação financeira do país, com fatores internos e externos influenciando o cenário.
Para mitigar os riscos, o Tesouro Nacional mantém uma reserva de liquidez, que em 2024 aumentou para R$ 1,19 trilhão em 2025. Essa reserva serve como um colchão de segurança para garantir o pagamento das pendências financeiras do governo. No entanto, o Tesouro Nacional adverte que o uso excessivo dessa reserva para reduzir a dívida não é recomendado.
O aumento da dívida pública é influenciado por diversos fatores, incluindo as taxas de juros elevadas. O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, destaca que os juros nos Estados Unidos, que permaneceram entre 5,25% e 5,50% ao ano de julho de 2023 a julho de 2024, e posteriormente recuaram para 3,50% a 3,75% ao ano, impactam as taxas no Brasil. Além disso, incertezas globais e o período eleitoral contribuem para a instabilidade no mercado, elevando os custos de financiamento.
O secretário Ceron enfatiza que o déficit primário tem apresentado uma melhora consistente, aproximando-se do equilíbrio. Apesar disso, a dívida pública continua sob pressão, e o Tesouro Nacional busca estratégias para gerenciar essa situação de forma sustentável.
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A taxa de juros da Selic, que corresponde a cerca de 50% da dívida pública, também exerce um impacto significativo.
A taxa Selic, que atinge aproximadamente 50% da dívida pública, desempenha um papel crucial na gestão da DPF. O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, ressalta que essa característica é inerente ao Brasil, relacionada aos hábitos de poupança de longo prazo.
O Banco Central (BC) busca atingir os objetivos do ciclo de restrição monetária, o que pode trazer alívio para a gestão da dívida.
Um dos desafios é o impacto dos títulos isentos no mercado, que contribuem para a inflação da curva de juros. O governo propôs a taxação de LCIs (Letras de Crédito Imobiliárias), LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) e outras modalidades de investimento que não pagam IR (Imposto de Renda), mas a medida ainda não avançou no Congresso.
O secretário Ceron acredita que a “contaminação” dos títulos isentos na curva de juros é um fator relevante a ser considerado.
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