Um terreno de 4,2 milhões de metros quadrados, localizado a apenas nove quilômetros da Esplanada dos Ministérios em Brasília, está no centro de um ambicioso projeto do governo. A área, que equivale a quase três Parques Ibirapuera, é protegida pelo Exército e pode ser a chave para viabilizar seis projetos de transporte ferroviário em todo o Brasil.
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Estudos recentes indicam que o valor do terreno pode chegar a pelo menos R$ 20 bilhões, mas algumas estimativas apontam para um potencial de VGV (Valor Geral de Vendas) superior a R$ 200 bilhões, considerando o desenvolvimento imobiliário e a comercialização de futuras unidades.
Novos Projetos Ferroviários
O Ministério dos Transportes está buscando resgatar o transporte ferroviário de passageiros em diversas regiões do país. Uma nova lei, a Lei 14.273 de 2021, permite que operações urbanísticas e a exploração imobiliária no entorno de estações contribuam como receitas adicionais para os projetos ferroviários.
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O governo já iniciou o planejamento para leiloar a primeira nova linha de passageiros: um trajeto de 62 quilômetros entre Brasília e Luziânia (GO), utilizando o terreno dentro do contrato de concessão.
Potencial de Desenvolvimento Imobiliário
A antiga estação rodoferroviária de Brasília é vista como um espaço estratégico e sem tombamento para a criação de um novo bairro na região central da capital. A concessionária responsável pela linha Brasília-Luziânia teria como principal negócio o desenvolvimento imobiliário, possivelmente com a participação de empresas especializadas em “real estate”.
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Histórico e Proteção do Terreno
A estação rodoferroviária, que já operou trens para cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, hoje abriga uma secretaria do GDF (Governo do Distrito Federal). O terreno, protegido pelo Exército desde os anos 1970, tem sido fundamental para evitar ocupações ilegais.
Para avançar com o projeto, o governo busca um acordo que envolva a reserva de R$ 3 bilhões para uma nova escola de formação de sargentos em Pernambuco, a alocação de espaço para a construção de um novo hospital do Exército (com investimento estimado em R$ 1 bilhão) e o uso de parte do dinheiro proveniente da exploração imobiliária para a compra de material de emprego militar, visando o reaparelhamento do Exército.
