Tensão no Oriente Médio eleva petróleo e preocupa investidores brasileiros em 2026

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07/04/2026 10:39

4 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Mercado Financeiro Reflete Cautela Global com Tensão no Oriente Médio

O mercado acionário brasileiro acompanha um sentimento de cautela vindo do cenário internacional. Nesta terça-feira, 7, o foco está na reabertura do Estreito de Ormuz, tema que tem gerado grande volatilidade.

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As redes sociais têm sido palco de ameaças, com promessas de consequências caso as ordens não sejam cumpridas. Essa tensão geopolítica impacta diretamente o preço do petróleo, que volta a subir, especialmente o WTI, que já está US$ 5 mais caro que o Brent.

Ambos os tipos de barril negociam acima dos US$ 100.

Impactos do Petróleo e Preocupações Fiscais no Brasil

A elevação do preço da matéria-prima tende a impulsionar as ações de empresas do setor de petróleo, com destaque para a Petrobras, que detém um peso significativo no Ibovespa. Contudo, o índice iniciou o dia em queda, pois os investidores também avaliam o impacto fiscal necessário para evitar que o aumento do petróleo chegue ao consumidor final.

Isso inclui a necessidade de subvenções ao diesel e a manutenção da isenção de impostos sobre o combustível de aviação. Ao meio-dia, o Ibovespa registrava queda de 0,4%, atingindo 187.431 pontos. O dólar comercial, que havia fechado em um dos menores patamares em quase dois meses no dia anterior, apresentava uma leve alta de 0,18% no mesmo horário.

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Bolsas Americanas Sob Pressão Geopolítica

Os futuros das bolsas americanas operam em tendência de baixa, refletindo a crescente tensão em torno do prazo estabelecido por Trump para a abertura do Estreito de Ormuz. Os contratos futuros do S&P 500, Nasdaq e Dow Jones mostram perdas.

O clima ficou mais pesado após o presidente americano publicar uma mensagem no Truth Social, na manhã desta terça-feira. Ele proferiu declarações alarmantes, mencionando o risco de uma civilização inteira perecer. Posteriormente, ele mencionou que uma mudança de regime no Irã poderia trazer algo “revolucionariamente maravilhoso”.

Ameaças e Cenários de Preço do Petróleo

Os futuros reagiram negativamente às publicações, embora as perdas tenham se mantido controladas. O prazo dado por Trump expira às 21h (horário de Brasília), momento em que ele ameaça destruir infraestruturas iranianas, como usinas e pontes, caso as condições não sejam atendidas.

Há relatos não confirmados de ataques de forças americanas a alvos militares na Ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo iraniano. Essa notícia elevou o WTI para mais de US$ 115 o barril, um aumento de quase 2,5%.

Analistas do Société Générale apontam três cenários: um conflito até maio pode levar o barril a US$ 125. No pior cenário, com o fechamento tanto do Estreito de Ormuz quanto do Bab el-Mandeb, os preços poderiam superar US$ 200, afetando diretamente as exportações sauditas e russas.

Dados Econômicos e Movimentações Globais

Em termos de negociações, o Wall Street Journal apurou que os negociadores não acreditam em um acordo antes do prazo final. A agência Axios reportou discussões entre EUA e Irã sobre um cessar-fogo de 45 dias, mas isso é apenas uma das hipóteses em análise.

Na agenda econômica, o relatório ADP indicou que a economia americana gerou, em média, 26.000 vagas no setor privado nas quatro semanas encerradas em 21 de março. Este número é mais que o dobro dos 10.000 registrados no levantamento anterior, marcando o quarto mês consecutivo de melhora no mercado de trabalho.

Panorama das Bolsas Europeias e Asiáticas

As bolsas europeias retornaram do feriado de Páscoa sem definir uma direção clara nesta terça-feira. O índice pan-europeu Stoxx 600 oscilou, mostrando um quadro misto: Paris e Madri subiam, enquanto Frankfurt caía 0,12% e Londres permanecia estável.

Os destaques da agenda europeia são os dados de PMI de serviços de março do Reino Unido e da zona do euro, que oferecem as primeiras pistas sobre o impacto econômico da guerra no continente. Já os mercados asiáticos fecharam sem direção definida, aguardando o prazo de Trump para um acordo de cessar-fogo.

A Austrália foi o ponto positivo na Ásia, com alta de 1,74%. O Japão manteve-se quase estável, enquanto a Coreia do Sul viu o índice de grandes empresas subir 0,82%, apesar do recuo das pequenas e médias. A China continental fechou em zero a zero, e Hong Kong não abriu por feriado de Páscoa.

Conclusão do Dia de Negócios

A Índia conseguiu reverter o quadro no final do pregão, fechando levemente no positivo, após operar com perdas durante grande parte do dia. O dia de negociações globais foi marcado pela incerteza geopolítica, equilibrando os movimentos dos preços das commodities com os dados econômicos locais.

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