Tensão no Irã: Trump minimiza mortes e avalia intervenção EUA. Presidente Trump declara que número de mortes nos protestos no Irã está diminuindo. EUA monitoram situação e avaliam riscos de intervenção militar
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 14 de janeiro, que o número de mortes durante os protestos no Irã está diminuindo e que não há evidências de planos para execuções em massa de manifestantes. Essa declaração ocorreu em meio à crescente apreensão sobre uma possível intervenção militar americana, após ameaças públicas do presidente de apoiar os protestos.
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O pronunciamento foi feito em evento no Salão Oval da Casa Branca, enquanto diplomatas e analistas alertavam para os riscos de uma ação direta. Trump não descartou a possibilidade de uma ofensiva militar, declarando que “estará observando como o processo se desenrola”.
Especialistas consultados pela agência Reuters avaliaram que qualquer ação dos EUA poderia ter o efeito contrário ao desejado, desmobilizando os protestos, intensificando a repressão e provocando reações do governo iraniano, como o lançamento de mísseis contra bases americanas na região.
Segundo fontes diplomáticas, uma intervenção poderia acelerar o descontrole, abrindo espaço para insurgências internas de minorias étnicas – como curdos e balúchis – e comprometendo o controle sobre arsenais de mísseis e programas nucleares.
Um funcionário iraniano, sob condição de anonimato, informou que mais de 2 mil pessoas morreram desde o início dos protestos, em 28 de dezembro. Organizações de direitos humanos estimam mais de 2.600 mortos – números considerados subestimados por analistas internacionais.
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A situação humanitária continua sendo grave, com relatos de violações de direitos humanos.
Durante o pronunciamento, Trump afirmou que informações recebidas de “fontes muito importantes do outro lado” indicavam a redução da repressão e que não havia planos para execuções. No entanto, ele reafirmou que os EUA continuam monitorando a situação e que recebeu uma “declaração muito boa” do Irã.
Governos árabes aliados dos EUA demonstraram preocupação. Segundo um diplomata regional, líderes do Golfo Pérsico estariam “em pânico” diante da possibilidade de ataques americanos e teriam pedido moderação a Washington e Teerã. A tensão aumentou após os Estados Unidos iniciarem a retirada parcial de seus funcionários diplomáticos, após declarações de um alto oficial iraniano indicando que bases americanas poderiam ser alvos de retaliação.
Abdullah Mohtadi, líder do Partido Komala, grupo curdo que defende a transição para uma democracia secular, argumentou que apenas uma intervenção significativa pode conter os assassinatos de manifestantes. Para ele, a ameaça de separatismo é superestimada e a oposição teria capacidade para coordenar uma transição.
Donald Trump, que em junho não detalhou quais ações pretende tomar, tem diversas opções em análise, incluindo ataques pontuais a alvos militares simbólicos. Um assessor da Casa Branca confirmou à Reuters que diversas opções, incluindo ataques pontuais a alvos militares simbólicos, estão em análise.
Especialistas apontam que, diante das reiteradas promessas públicas, Trump pode se ver forçado a agir militarmente caso a repressão continue, sob pena de perder credibilidade internacional.
Behnam Ben Taleblu, da Fundação para a Defesa das Democracias, destaca que os efeitos dos ataques dependerão dos alvos escolhidos. Segundo ele, ofensivas vistas como simbólicas podem enfraquecer os protestos, enquanto ações mais estratégicas poderiam impactar as forças de segurança.
Jon Alterman, analista do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, defende que medidas como interrupção de fluxos financeiros e ataques cibernéticos teriam mais eficácia, ampliando o tempo de mobilização popular. Para ele, uma ofensiva militar criaria expectativa de resultado imediato, o que pode se voltar contra os interesses americanos.
Um assessor da Casa Branca afirmou que a postura de Trump visa demonstrar que os EUA não hesitam em usar força militar, citando como exemplo o ataque que teria derrubado o regime de , na Venezuela, no início de janeiro.
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