Tenente-Coronel Relata Sintomas e Prisão é Mantida em Caso de Morte da Esposa
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto passou mal durante audiência de custódia na última quinta-feira (19). Após ser levado novamente ao Presídio Militar Romão Gomes, ele relatou sentirios de falta de sono e fortes dores no peito, além de pressão alta.
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O oficial foi encaminhado ao Hospital Policial Militar para receber atendimento médico e agora aguarda nova avaliação na sexta-feira (20).
A CNN Brasil entrou em contato com a defesa do tenente-coronel, que informou não ter conhecimento do ocorrido. O caso se tornou mais complexo com a acusação de feminicídio por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima, além de fraude processual.
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O Ministério Público solicitou a redistribuição do processo para a 5ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.
A defesa do tenente-coronel ingressou com reclamação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra decisão da Justiça Militar. Em nota, o advogado da família da policial militar Gisele Alves Santana reafirmou a confiança nas autoridades e reiterou que o réu aguarda o completo esclarecimento dos fatos.
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Defesa Apresenta Reclamação e Reitera Confiança nas Investigações
A defesa do tenente-coronel e informou que ingressou com Reclamação perante o STJ contra o decreto oriundo da Justiça castrense. A equipe jurídica do oficial também expressou preocupação com a divulgação de informações que atingem sua vida privada, buscando proteger sua honra e dignidade.
A defesa do tenente-coronel busca garantir que seus direitos sejam respeitados durante o processo, assegurando que a verdade seja apurada de forma justa e transparente. A equipe jurídica do oficial está acompanhando de perto o andamento das investigações, buscando garantir que o réu tenha todas as condições para se defender.
Ministério Público Aponta Motivo Torpe e Evidências de Fraude
De acordo com a denúncia, o crime ocorreu em 18 de fevereiro de 2026, no apartamento do casal, no bairro do Brás. Após uma discussão motivada pela decisão da vítima em romper o relacionamento, o acusado teria efetuado um disparo de arma de fogo contra a cabeça da esposa.
A investigação aponta ainda que o oficial tentou simular um suicídio, alterando elementos do local para induzir erro na apuração dos fatos. Laudos periciais também indicam inconsistências na versão apresentada pela defesa. Há registro de que ele teria tomado banho após o crime para eliminar vestígios.
Para o MP, o homicídio foi cometido por motivo torpe, ligado ao sentimento de posse e à recusa do acusado em aceitar o fim do relacionamento. A denúncia também aponta que a vítima foi surpreendida, sem chance de defesa, o que agrava o crime.
