As intensas chuvas provocadas pela tempestade Leonardo continuavam a afetar a Península Ibérica nesta quinta-feira (5). A situação era crítica, com milhares de pessoas deslocadas tanto na Espanha quanto em Portugal. A região de Santarém, em Portugal, era o epicentro da crise, onde a Defesa Civil elevou o nível de risco de inundações devido à subida do rio Tejo, que atingiu seu nível máximo, o nível vermelho.
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Diante da ameaça, as autoridades municipais decretaram a evacuação obrigatória das áreas mais próximas do rio. O comandante nacional da Defesa Civil, Mário Silvestre, destacou que “desde 1997 não vivíamos uma situação assim na bacia do Tejo”, evidenciando a magnitude da ocorrência.
A situação era tão preocupante que a previsão era de que a bacia do Tejo não voltasse a essa situação.
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Enquanto isso, em Portugal, a agência meteorológica nacional registrou que o mês de janeiro de 2026 era o segundo mais chuvoso desde o ano 2000. A tempestade Leonardo representava um agravamento da situação já crítica, com um saldo de um óbito e um desaparecimento na Andaluzia, onde uma mulher tentou salvar seu cão ao se jogar em um rio.
A Península Ibérica tem se tornado um ponto de convergência de eventos climáticos extremos. Nos últimos anos, a região tem enfrentado ondas de calor cada vez mais prolongadas, que começam antes mesmo do verão, e também episódios de chuvas intensas, que se tornaram mais frequentes.
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A tempestade Leonardo foi a sexta ocorrência desse tipo desde o início de 2026, apenas um mês. A agência estatal de meteorologia espanhola, Aemet, confirmou a tendência preocupante. A previsão indicava que as chuvas seriam mais intermitentes na sexta-feira, mas voltariam a se intensificar no sábado em áreas já saturadas.
A situação eleitoral em Portugal também estava em risco. Com o segundo turno das eleições presidenciais marcado para o domingo (8), a possibilidade de adiamento do pleito era considerada. O líder da Aliança Popular, André Ventura, propôs uma semana de adiamento para garantir a igualdade entre os eleitores, mas a proposta não foi aceita pelo candidato socialista, António José Seguro.
A Prefeitura de Alcácer do Sal, um dos municípios mais afetados pelas inundações, já havia decidido adiar o pleito, devido à dificuldade de acesso a cerca de 10.000 eleitores isolados. A prefeita Clarisse Campos justificou a decisão, apontando para as condições precárias na localidade.
