Teerã em confronto: protestos intensos no Irã com mortes e repressão

Conflitos em Teerã: Protestos em 174 locais no Irã, com mortes e resposta das forças de segurança. Aiatolá Khamenei enfrenta críticas.

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(Imagem de reprodução da internet).

Em 4 de janeiro de 2026, forças de segurança e manifestantes se envolveram em confrontos no centro de Teerã, capital iraniana. Os protestos, que iniciaram-se há uma semana, se expandiram para 174 locais, abrangendo 70 cidades em todo o país. As principais demandas giram em torno do alto custo de vida e da insatisfação com o governo do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã.

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Intensificação dos Confrontos

Durante a noite, a intensidade dos protestos aumentou em dezenas de localidades. As forças de segurança responderam com o uso de disparos, prisões e o deslocamento de efetivos. Até o momento, confirmaram-se mortes de pelo menos 15 manifestantes e um agente de segurança.

Mobilização Policial e Atuação de Influenciadores

A mobilização policial foi intensificada no principal bazar de Teerã e em áreas próximas a centros comerciais, onde lojas permaneceram fechadas. Agentes à paisana foram observados em áreas comerciais. O príncipe iraniano exilado, Reza Pahlavi, utilizou a plataforma X para incentivar a continuidade dos protestos, solicitando que os manifestantes mantivessem a presença nas ruas e criassem bloqueios nas estradas.

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Contexto Econômico e Reações Oficiais

A República Islâmica do Irã enfrenta uma deterioração econômica de longa data, marcada pelo aumento dos preços e escassez de produtos básicos, além da desvalorização da moeda nacional. Dados do Centro de Estatísticas indicam que, em dezembro de 2025, os preços subiram em média 52% em comparação com o ano anterior.

O rial perdeu mais de 1/3 de seu valor em relação ao dólar em 2025, enquanto a hiperinflação de dois dígitos impacta o poder de compra da população iraniana.

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Reações e Dificuldades na Cobertura

O procurador-geral do Irã declarou que qualquer tentativa de transformar os protestos em instrumentos de insegurança ou destruição de bens públicos será respondida com firmeza. A cobertura das manifestações pelos veículos de comunicação estatais foi reduzida, e a verificação da autenticidade de vídeos divulgados nas redes sociais é dificultada.

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