TCU Analisa Liquidação Extrajudicial do Banco Master com Cautela
Em entrevista na 3ª feira, 10 de fevereiro de 2026, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, detalhou o andamento da inspeção realizada na área técnica da Corte sobre a liquidação extrajudicial do Banco Master. Segundo ele, o relatório final será apresentado ao ministro relator, , na 5ª feira, 12 de fevereiro.
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O presidente do TCU enfatizou que o processo está em sigilo e que a análise se concentra em verificar se a atitude de liquidação do Banco Central seguiu as normas estabelecidas pelo diretor administrativo. Ele ressaltou que o Tribunal não tem poder para reverter a decisão, que foi tomada em novembro de 2025.
Vital do Rêgo participou do CEO Conference, evento organizado pelo BTG Pactual em São Paulo. A inspeção, motivada por uma grave crise de liquidez e pelo comprometimento da situação econômica-financeira do Banco Master, gerou debates sobre os limites da atuação do TCU em relação às agências reguladoras.
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O presidente do TCU esclareceu que a atuação do Tribunal se limita à fiscalização da legalidade do processo e da conduta do órgão regulador, sem interferir diretamente no sistema financeiro. A análise se concentra em identificar possíveis erros ou danos, e em responsabilizar gestores ou apontar falhas administrativas, mas não em alterar decisões técnicas do Banco Central.
A movimentação do caso chegou ao TCU em dezembro de 2025, quando o ministro Jhonatan de Jesus estabeleceu um prazo de 72 horas para que o Banco Central justificasse a medida, que foi considerada “extrema” na época. A situação gerou críticas e um debate sobre os limites da atuação do TCU em relação às agências reguladoras.
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