Taymoor Atighetchi, fundador da marca de papelaria personalizada, investe em arte e empresas que admira, evitando o mercado acionário. A aversão ao risco se deve a uma filosofia de investimento com propósito
Enquanto muitos executivos acompanham os altos e baixos do mercado de ações entre um compromisso e outro, Taymoor Atighetchi escolheu um caminho menos volátil, que é investir em arte e empresas que admira, incluindo a própria. Fundador e CEO da popular marca de papelaria de design personalizado, ele comanda um negócio que já vendeu mais de 15 milhões de unidades e se recusa a aplicar em ações por considerar o mercado acionário uma “montanha-russa financeira que não consigo controlar”.
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Criado em Londres por pais iranianos, ele cresceu cercado por arte, antiguidades e referências estéticas que moldaram sua visão de mundo, e também de negócios. Antes de se tornar executivo, passou pela tradicional Universidade de Cambridge, fundou um dos principais sites de mídia estudantil do Reino Unido, trabalhou na consultoria Bain & Company e, aos 26 anos, lançou a marca que o consagraria no varejo.
A empresa fundada por Atighetchi é hoje um fenômeno comercial. Somente no fim do ano, seus diários personalizados são vendidos a uma média de um a cada 25 segundos. Durante o período de volta às aulas, são mais de 1.400 unidades por dia. O sucesso, no entanto, não alterou a cautela de Atighetchi com relação a investimentos tradicionais.
Uma de suas melhores investimentos, segundo ele, foi uma gravura de David Shrigley, adquirida por £1.000, que carrega traços visuais da identidade da sua própria marca. A aversão de Atighetchi ao mercado financeiro tradicional não vem da ignorância, mas de uma escolha consciente. “Sei que deveria [investir em ações], mas honestamente, não quero andar numa montanha-russa financeira que não consigo controlar”, disse.
Ao preferir investimentos que possa controlar e visualizar, Atighetchi mostra como uma abordagem mais pessoal e conectada pode se refletir na forma como conduz seu negócio: com atenção ao detalhe, estética apurada e foco na experiência do consumidor.
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Para os profissionais de finanças corporativas, esse tipo de perfil oferece aprendizados valiosos. Governança, controle de risco e crescimento sustentável não são incompatíveis com decisões de investimento subjetivas, desde que bem fundamentadas.
A relação que um executivo tem com o dinheiro, pessoal e profissionalmente, influencia diretamente a cultura da empresa que lidera. Ao preferir investimentos que possa controlar e visualizar, Atighetchi mostra como uma abordagem mais pessoal e conectada pode se refletir na forma como conduz seu negócio.
Governança, controle de risco e crescimento sustentável não são incompatíveis com decisões de investimento subjetivas, desde que bem fundamentadas.
Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Das pequenas startups até as grandes corporações, o desafio é parecido: manter o controle financeiro e tomar decisões estratégicas. E essa não é uma responsabilidade apenas da alta liderança.
Independente do cargo, saber como equilibrar receitas, despesas e investimentos é essencial.
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