Taxas do DI sobem com prisão de Maduro nos EUA; Dólar sobe e investidores atentos a Venezuela e EUA.
As taxas do Depósito Interbancário (DI) encerraram a segunda-feira (5) com movimentos distintos. Contratos de curto prazo apresentaram quedas, enquanto contratos de longo prazo registraram ganhos, indicando uma acomodação no mercado após picos observados pela manhã.
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Esses movimentos foram influenciados pelos desdobramentos da prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro nos Estados Unidos.
No final da tarde, a taxa DI para janeiro de 2028 estava em 12,99%, uma redução de 5 pontos-base em comparação com o ajuste de 13,043% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,485%, com um avanço de 6 pontos-base em relação ao ajuste de 13,426%.
A situação também gerou preocupação no cenário internacional, considerando a maior reserva de petróleo da Venezuela e o histórico de ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra outros países, como Colômbia e México. A instabilidade política na Venezuela contribuiu para a cautela dos agentes do mercado brasileiro.
A incerteza sobre o futuro de Maduro na Venezuela impactou a abertura dos negócios no Brasil, resultando em alta do dólar em relação ao real e nos DIs. Analistas, como Matheus Spiess da Empiricus Research, observaram que a reação inicial foi de percepção de maior instabilidade global, mas a atenção se voltou para os próximos passos envolvendo a Venezuela.
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Durante a sessão, a taxa DI para janeiro de 2028 atingiu o pico de 13,090% (+5 pontos-base) e 13,505% (+8 pontos-base). No entanto, a curva do DI apresentou força, com algumas taxas de curto prazo migrando para o território negativo. A expectativa é de que a situação na Venezuela seja o principal fator determinante para a evolução do mercado.
No exterior, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA também apresentaram ceder, com investidores aguardando dados sobre o mercado de trabalho norte-americano. O retorno do Treasury de dez anos, referência global, estava em 4,1593%, ante 4,189% na sessão anterior.
O boletim Focus do Banco Central mostrou que os economistas mantiveram projeções de inflação acima da meta para 2026 e 2028.
A taxa Selic esperada para o fim de 2026 permaneceu em 12,25%, enquanto a taxa básica está em 15,00%.
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