Taxas de DIs sobem com tensão Trump e decisão judicial sobre Tarcísio Freitas

Taxas de DIs sobem com tensão Trump e decisão Moraes; Dólar oscila e Treasuries sobem no exterior.

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(Imagem de reprodução da internet).

As taxas dos títulos do Depósito Interbancário (DIs) apresentaram alta na terça-feira (20), influenciadas pelo aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Essa situação foi intensificada pelas tensões comerciais promovidas pelo presidente americano, Donald Trump, em relação à Europa, que busca evitar a transferência da Groenlândia para o controle norte-americano.

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No final da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 registrou 13,205%, com um avanço de 7 pontos-base em comparação com o ajuste de 13,14% da sessão anterior. A taxa do DI para janeiro de 2035 alcançou 13,82%, com um aumento de 11 pontos-base em relação ao ajuste de 13,708%.

O mercado financeiro brasileiro reagiu a essa dinâmica externa. O contrato para janeiro de 2035 atingiu um pico de 13,855% (+15 pontos-base) às 9h42, na primeira hora de negociação. Paralelamente, o dólar à vista oscilou acima de R$5,40. Ricardo Chiumento, superintendente da mesa de derivativos do BS2, observou que o mercado abriu com maior estresse, refletindo a tensão geopolítica e aversão ao risco.

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A notícia de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o governador Tarcísio de Freitas a ser preso em Brasília, impactou o mercado. O dólar se aproximou da estabilidade e as taxas dos DIs reduziram suas altas.

O mercado interpretou a situação como um possível fator de influência na disputa eleitoral, com Tarcísio de Freitas sendo considerado um candidato preferido por Faria Lima. No entanto, essa reação não se manteve, e as taxas futuras aceleraram durante a tarde.

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No exterior, os rendimentos dos Treasuries continuaram em alta, impulsionados pela fuga de ativos dos Estados Unidos e por uma instabilidade no mercado de títulos japonês. O rendimento do Treasury de dez anos subiu 6 pontos-base, a 4,287%, enquanto o retorno do título de 30 anos avançou 8 pontos-base, a 4,916%.

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