Taxa de sindicalizados no Brasil cresce para 8,9% em 2024, aponta o IBGE
IBGE aponta crescimento de 8,9% na sindicalização no Brasil em 2024, impulsionada pelo setor público e Sul.
Em 2024, a taxa de trabalhadores sindicalizados no Brasil apresentou um crescimento significativo, atingindo 8,9% da população ocupada. Essa elevação representou a primeira vez em mais de uma década que se observava um aumento nesse indicador. O dado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base no módulo Características Adicionais do Mercado de Trabalho.
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Números e Tendências
Em números absolutos, 9,1 milhões de pessoas estavam filiadas a sindicatos, um aumento de 812 mil em relação ao ano anterior. Essa retomada da sindicalização ocorreu após uma sequência de quedas que se estendia desde 2016, tanto em termos percentuais quanto em números absolutos.
Em 2012, a taxa de sindicalização era de 16,1%.
Fatores Impulsionadores
O crescimento da sindicalização foi impulsionado principalmente por dois grupos: empregados do setor público (18,9%) e trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,2%). A combinação desses grupos foi fundamental para reverter a tendência de queda observada nos anos anteriores.
Níveis de Instrução e Regiões
O aumento da sindicalização foi notável em todos os níveis de instrução, com a maior taxa concentrada entre trabalhadores com ensino superior completo (14,2%). Aproximadamente dois terços dos sindicalizados possuíam ensino médio completo ou superior completo.
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Desempenho Regional
As regiões Sul e Sudeste lideraram o avanço da sindicalização, com taxas de 9,8% e 9,2%, respectivamente. O Nordeste foi a única região onde a taxa de sindicalização entre as mulheres (10,0%) superou a dos homens (8,9%). Em nível nacional, a diferença entre homens e mulheres foi de 0,4 ponto percentual a favor dos homens.
Setores com Diferentes Taxas de Adesão
Entre os setores com maior proporção de sindicalizados, destacaram-se a Administração Pública, a Saúde e a Educação (15,5%), seguidos pela Agricultura e Pesca (14,8%) e pela Indústria Geral (11,4%). Já os setores com menor taxa de adesão foram o Comércio (5,6%), a Construção (3,6%) e os Serviços Domésticos (2,6%).
Formalização Trabalhista em Ascensão
Além do aumento da sindicalização, houve um crescimento no número de trabalhadores por conta própria e empregadores registrados com CNPJ. Em 2024, 33,6% da população ocupada possuía CNPJ, com 25,7% entre os trabalhadores autônomos e 80% entre os empregadores.
A formalização foi mais comum entre pessoas com maior escolaridade.
A associação a cooperativas de trabalho e produção apresentou o menor nível da série, com apenas 4,3% dos trabalhadores por conta própria ou empregadores vinculados a essas estruturas, sendo o Sul a região com maior proporção (8,2%).
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