Tarifas de Trump causam queda nas exportações brasileiras para EUA

Tarifas de Trump afetam exportações do Brasil para EUA. Redução de 16% em vendas para os EUA em 2025. Setores como açúcar e tabaco sofrem forte impacto.

09/11/2025 18:49

2 min

Tarifas de Trump causam queda nas exportações brasileiras para EUA
(Imagem de reprodução da internet).

As exportações do Brasil para os Estados Unidos sofreram uma redução significativa nos primeiros três meses após a implementação de tarifas de 50% sobre diversos produtos brasileiros, iniciadas com o decreto do então presidente Donald Trump. O período analisado, que compreende agosto, setembro e outubro de 2025, registrou um volume de US$ 10,2 bilhões em vendas americanas, em comparação com os US$ 7,6 bilhões das mesmas trêsidades de 2024.

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Essa diminuição é diretamente atribuída ao impacto das tarifas.

Produtos Mais Afetados

Diversos setores foram impactados pela medida. Destacam-se os açúcares e melaços, com uma queda de 78,7%, o tabaco, com uma redução de 70,6%, e a carne bovina, que apresentou uma diminuição de 53,6%. O café não torrado também registrou uma queda de 16,6% nesse período.

Outros Mercados

Apesar do impacto nos Estados Unidos, as exportações brasileiras também apresentaram crescimento em outros mercados. As vendas para a China aumentaram para US$ 27,1 bilhões, impulsionadas principalmente pela exportação de soja. A carne bovina também viu um aumento significativo, passando de US$ 1,79 bilhão em 2024 para US$ 2,97 bilhão em 2025, com contribuições adicionais do México.

O café não torrado para a China teve um salto de 335%, atingindo US$ 125 milhões.

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Estabilidade emoutros Mercados

Em relação aos açúcares e melaços, a demanda de países árabes e do Sudeste Asiático ajudou a manter o desempenho do setor relativamente estável. A diversificação de mercados se tornou uma estratégia central para o Brasil, considerando a complexidade das cadeias produtivas e o tamanho do mercado consumidor americano.

Prioridade à Diversificação

O governo brasileiro, em conjunto com o setor privado, tem priorizado a diversificação de mercados como resposta às tarifas americanas. A intenção não é substituir totalmente o mercado americano, mas sim mitigar os impactos da medida. Essa estratégia já era em curso antes do anúncio das tarifas, facilitando o trabalho do governo, que possuía um plano de opções diversificadas.

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