Tarcísio de Freitas critica PEC da Segurança e defende autonomia de São Paulo

Governador Tarcísio critica PEC da Segurança, denuncia centralização e falta de apoio à segurança pública. Audiência na Câmara com Ronaldo Caiado

02/12/2025 13:24

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Críticas do Governador de São Paulo à Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, expressou forte descontentamento com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, enviada pelo governo Lula ao Congresso. A audiência pública, realizada na Câmara dos Deputados, contou com a presença do governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tarcísio argumentou que a PEC representa uma afronta à autonomia dos estados, ressaltando a necessidade de que os governos estaduais não sejam submetidos a imposições que prejudiquem a segurança pública em suas regiões.

Principais Argumentos do Governador

O governador enfatizou que a principal preocupação da população brasileira é a segurança, e que os estados governados pela direita têm enfrentado esse desafio. Ele criticou a PEC como uma medida cosmética, incapaz de resolver os problemas de segurança.

Tarcísio classificou as mudanças nos artigos constitucionais como uma centralização excessiva da segurança, buscando fortalecer a Coordenação Nacional das Polícias.

Críticas à Financiamento e à Distribuição de Recursos

Tarcísio destacou que a contribuição financeira da União para a segurança pública é insuficiente, tanto para os estados quanto para os municípios. Ele apontou que as prefeituras assumiram responsabilidades sem o devido apoio financeiro, o que as deixou “estranguladas”.

Leia também:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O governador defendeu critérios claros de rateio dos fundos, alertando que a constitucionalização das ferramentas pode condicionar os repasses.

Propostas e Recomendações do Governador

O governador sugeriu endurecimento de penas, incluindo a supressão de direitos políticos para presos. Ele defendeu a retomada do debate sobre a prisão após condenação em segunda instância, e a aplicação de penas mais rígidas para agressões contra agentes de segurança.

Tarcísio também ressaltou a necessidade de cumprir integralmente as penas, sem benefícios que reduzam o tempo de encarceramento.

Defesa da Autonomia Estadual

Tarcísio enfatizou a importância de os estados terem flexibilidade para executar suas próprias políticas de segurança, alertando que a superposição de atribuições e conflitos operacionais devem ser evitados. Ele defendeu que qualquer modelo deve levar em conta o tamanho da missão e das demandas específicas de cada estado.

O governador também criticou a influência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na área da segurança pública, defendendo que o Congresso não deve ser esvaziado de suas competências.

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.