Lai Ching-te alerta: China eiva Taiwan, Japão e Filipinas! Presidente taiwanês fazroquenta na AFP e causa reação furiosa de Pequim. Crise na Ásia-Pacífico?
Em fevereiro de 2026, o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, em uma entrevista à Agence France-Presse, expressou preocupações crescentes sobre as ambições expansionistas da China. A entrevista, realizada na sede do Gabinete Presidencial em Taipé, marcou a primeira vez que Lai concedeu uma entrevista a uma agência internacional desde maio de 2024.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Durante a conversa, ele enfatizou que, caso Taiwan fosse anexada pela China, as intenções expansionistas do país não seriam limitadas à ilha.
Lai alertou que Japão e Filipinas, devido à sua posição na chamada “primeira cadeia de ilhas da Ásia-Pacífico”, seriam particularmente vulneráveis. Ele também indicou que as repercussões poderiam se estender à América e à Europa, considerando a importância estratégica do Estreito de Taiwan, que é uma das principais rotas de transporte marítimo internacional.
O objetivo principal, segundo ele, é garantir que a China nunca tenha um dia para considerar uma invasão de Taiwan.
O governo chinês reagiu às declarações de Lai. Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, criticou o presidente taiwanês, descrevendo suas falas como reveladoras de uma “natureza obstinada independentista”. Lin Jian afirmou que Taiwan faz parte do território chinês e que nenhuma declaração mudaria esse “fato histórico e legal”.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ele também comparou a busca por independência com apoio externo a uma “formiga tentando sacudir uma árvore”, algo que, segundo ele, está condenado ao fracasso.
A tensão se estendeu a outros países da região. Em novembro de 2026, a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi sugeriu que Tóquio poderia intervir militarmente caso a China ataque Taiwan. Já o presidente filipino, Ferdinand Marcos, afirmou que seu arquipélago seria “inevitavelmente” arrastado para um conflito, considerando que tropas dos Estados Unidos têm acesso a nove bases militares nas Filipinas.
Para responder a essa crescente ameaça, o governo taiwanês propôs elevar o gasto militar em US$ 40 bilhões ao longo de oito anos, incluindo um sistema de defesa aérea de múltiplas camadas chamado “T-Dome”. Além disso, sob pressão de Washington, Lai comprometeu-se a aumentar os investimentos em defesa para mais de 3% do PIB em 2026, com a meta de atingir 5% até 2030.
Apesar do plano ambicioso, a aprovação do orçamento ainda é incerta. A oposição, que detém a maioria parlamentar, bloqueou a proposta dez vezes desde dezembro. Senadores norte-americanos, tanto democratas quanto republicanos, criticaram a postura da oposição taiwanesa, pedindo que os parlamentares atuem “de boa-fé, acima das diferenças partidárias”.
A situação demonstra a complexidade da situação e a necessidade de um consenso para garantir a segurança de Taiwan.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!