SUS revoluciona tratamento de cálculos renais com “remédio da vovó”! A quebra-pedra (Phyllanthus niruri) ganha tratamento industrializado com apoio da Fiocruz e PNUD. Saiba como essa inovação do SUS vai salvar vidas!
O Sistema Único de Saúde (SUS) está prestes a dar um passo histórico, unindo a sabedoria ancestral à ciência moderna. O famoso “remédio da vovó” para problemas nos rins – a quebra-pedra (Phyllanthus niruri) – será a base do primeiro medicamento fitoterápico industrializado desenvolvido por um laboratório público brasileiro para o tratamento de distúrbios urinários.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
(Foto: Freepik)
Essa iniciativa é fruto de uma parceria estratégica entre a Fiocruz, o Ministério do Meio Ambiente e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Mas o que isso muda na prática para o paciente? Entenda por que essa planta é tão eficaz e o que é a quebra-pedra e para que serve?
Conhecida cientificamente como Phyllanthus niruri, a quebra-pedra é uma planta medicinal utilizada há gerações no Brasil. Embora o nome sugira que ela “quebra” os cristais, seu efeito principal é evitar a formação e a agregação dos cristais, facilitando a expulsão de pequenas pedras e prevenindo a formação de novas.
Principais Benefícios:
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Por que o SUS está adotando o fitoterápico agora? Até então, o uso da quebra-pedra era predominantemente doméstico (chás e infusões). A novidade é a produção de um fitoterápico industrializado. Isso garante:
Valorização do conhecimento tradicional e da biodiversidade O projeto é considerado um marco para a bioeconomia brasileira. Segundo a Fiocruz, ao transformar o saber popular em tecnologia farmacêutica, o Brasil reforça sua soberania na saúde e valoriza a biodiversidade nacional. Além disso, a iniciativa prevê a repartição de benefícios com as comunidades que detêm o conhecimento tradicional sobre a planta.
Quando o medicamento estará disponível? O investimento inicial de R$ 2,4 milhões já foi destinado ao desenvolvimento. A expectativa é que o medicamento chegue às unidades de saúde do SUS nos próximos 2 anos, após a conclusão dos lotes-piloto e das etapas regulatórias.
Dica importante! Apesar de sua eficácia, o uso da quebra-pedra deve ser orientado por profissionais de saúde. A automedicação, mesmo com plantas, pode mascarar sintomas de problemas mais graves. Com a chegada do fitoterápico ao SUS, os médicos das Unidades Básicas de Saúde (UBS) poderão prescrever o tratamento de forma segura e acompanhada.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!