SUS Aprimora Acolhimento: Novo Protocolo Reduz Depressão em Aracaju, Santos e São Caetano do Sul

Sistema Único de Saúde aprimora atendimento à saúde mental! Iniciativa piloto em Aracaju, Santos e São Caetano do Sul visa fortalecer a atenção a depressão e ansiedade. Profissionais do SUS recebem formação intensiva e protocolo detalhado. Redução de sintomas e filas de espera são os resultados esperados

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(Imagem de reprodução da internet).

O Sistema Único de Saúde (SUS) está implementando uma nova estratégia focada em fortalecer a capacidade da rede básica de atender casos leves de depressão e ansiedade. O objetivo principal é aumentar o número de pessoas que recebem apoio em saúde mental nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

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Essa iniciativa piloto foi lançada simultaneamente em três municípios: Aracaju (SE), Santos (SP) e São Caetano do Sul (SP).

Mudanças no Protocolo de Atendimento

A nova organização inclui uma formação específica, um protocolo de atendimento detalhado e supervisão contínua para os profissionais que realizam o acolhimento. Esse primeiro contato com o paciente tem como foco otimizar o encaminhamento para os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), quando necessário.

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A iniciativa é coordenada pela organização ImpulsoGov, que capacita profissionais do SUS em parceria com a gestão pública.

Profissionais em Ação

Desde 2023, mais de 125 profissionais do atendimento primário já passaram pelo programa, incluindo agentes comunitários de saúde e técnicos de enfermagem. Segundo Evelyn da Silva Bitencourt, coordenadora de produto da ONG, muitos desses profissionais já recebiam pacientes com demandas relacionadas à saúde mental, mas careciam da capacitação adequada para realizar o acolhimento de forma eficaz.

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O novo protocolo auxilia os profissionais a identificar quem pode ser acompanhado na unidade e quem necessita de encaminhamento para a atenção especializada.

Resultados e Acompanhamento

Os dados do programa indicam que pacientes que passam pelo acompanhamento inicial apresentam, em média, pontuações entre 13 e 14 no PHQ-9, que avalia a intensidade dos sintomas depressivos. Ao final do processo, a maioria dos pacientes registra pontuações mais baixas, indicando depressão leve.

O PHQ-9 é um instrumento padrão para avaliar a gravidade da depressão.

Atenção Primária em Expansão

O programa envolve uma formação intensiva, com 20 horas de aulas teóricas em uma semana e cinco meses de atuação prática supervisionada. Os profissionais aprendem a utilizar técnicas como o Acolhimento Interpessoal (AIP), que se baseia na escuta ativa e no estabelecimento de vínculo com o paciente.

O processo ocorre em quatro encontros, durante os quais os profissionais aprendem a aplicar a escala PHQ-9 e a Columbia, que avalia o risco de suicídio.

Continuidade do Tratamento

Caso o profissional avalie que o paciente não está pronto para receber alta no final do quarto encontro, é possível oferecer quatro sessões adicionais ou realizar o encaminhamento para o CAPS. O psicólogo e assessor técnico em saúde mental da atenção primária de Aracaju, Lucas Rosa Palmeira, destaca a importância de evitar que a pessoa fique em filas de espera, especialmente quando o caso pode ser cuidado na atenção primária com acompanhamento próximo.

Em situações específicas, um psiquiatra pode aplicar medicação na UBS, com o apoio necessário.

Desempenho em Aracaju

Em Aracaju, o programa começou em 2024 e a saúde mental é a terceira condição mais atendida na atenção primária. A cidade enfrenta uma fila de 10 mil pacientes para consultas com psicólogos e psiquiatras. A coordenadora da atenção primária na Secretaria Municipal da Saúde, Mayra Oliveira, observou uma redução de 40% a 50% nos sintomas, o que diminui a necessidade de encaminhamento para a atenção especializada.

Um dado relevante é que, em 2025, apenas 20 dos 40 profissionais que iniciaram a formação concluíram o processo e continuam no atendimento, atuando em 14 UBSs.

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