Supremo Tribunal Declara Hostilização a Ministro em Avião por Maria Piontkievicz

Suprema Corte acusa enfermeira por hostilização a ministro Flávio Dino em voo a bordo. A 1ª Turma do STF aceitou denúncia contra Maria Shirlei Piontkievicz.

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(Imagem de reprodução da internet).

Suprema Corte Declara Mulher Ré por Hostilização a Ministro no Avião

O Supremo Tribunal Federal (STF) formalizou a acusação contra a mulher responsável pela hostilização do ministro Flávio Dino dentro de um voo em São Luís, Maranhão, ocorrida em setembro do ano passado. A 1ª Turma do STF unânimemente aceitou a denúncia contra a enfermeira Maria Shirlei Piontkievicz, de 57 anos.

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A decisão, tomada em dezembro, teve seu acórdão publicado no Diário de Justiça Eletrônico (DJE) na semana passada. O incidente ocorreu pouco antes da decolagem para Brasília. Piontkievicz enfrenta acusações que incluem injúria, incitação ao crime e atentado contra a segurança de transporte aéreo.

A Turma do STF é composta pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. A situação se desenrolou em um momento delicado, um dia antes do início do julgamento central da trama golpista no STF.

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Segundo relatos, Shirlei Piontkievicz se dirigiu aos berros para o ministro Dino, que estava trabalhando com a cabeça baixa, e tentou abordá-lo. A segurança do ministro interveio para conter a passageira, que proferiu frases como “não respeita esse tipo de gente” e “este avião está contaminado”, além de questionar sobre o “comunismo”.

A assessoria do ministro Dino informou que a passageira repetia o nome do ministro, direcionando-o com os gestos. A nota descreveu a situação como “uma clara tentativa de incitar uma espécie de rebelião a bordo”.

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Maria Shirlei Piontkievicz é enfermeira e servidora da Secretaria Estadual de Saúde do Paraná. A viagem a São Luís era parte de um grupo de 16 pessoas em busca de turismo, conforme reportagem da coluna Lauro Jardim. A passageira frequentemente expressa opiniões críticas em suas postagens nas redes sociais, direcionadas ao STF, ao governo Lula e à esquerda.

O processo, que tramita em sigilo, foi instaurado em setembro no STF. A denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) foi analisada em plenário virtual entre os dias 12 e 20 de dezembro.

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