Tarifas de Importação: Incerteza Persiste no Comércio Exterior
Seis dias após a Suprema Corte determinar que parte das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump a outros países era inválida, a situação do comércio exterior continua envolta em incerteza. A decisão judicial se aplica apenas às taxas cobradas com base na lei IEEPA, conhecidas como “tarifas recíprocas” e implementadas em 2 de abril.
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As tarifas sobre aço e alumínio, por outro lado, permanecem em vigor.
Principais Dúvidas Sobre as Tarifas
A questão central é sobre a aplicação das tarifas. O republicano impôs inicialmente uma tarifa de 10% por um período máximo de 150 dias, com planos de aumentá-la para 15%, mas ainda não formalizou a medida. Jamieson Greer, Representante do Comércio, esclareceu que as tarifas poderiam subir ainda mais, dependendo da postura dos parceiros comerciais dos Estados Unidos.
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Acordos Comerciais e Possíveis Reversões
A Grã-Bretanha, que conseguiu um regime menos punitivo, pode evitar a tarifa de 15%. Isso se deve, em grande parte, às isenções negociadas por países que não queriam que seus setores desaparecessem. A União Europeia (UE), o Japão e a Coreia do Sul obtiveram reduções de 25% a 15% nas tarifas que afetavam suas exportações de automóveis.
Os parceiros comerciais dos EUA estão cientes da capacidade de Donald Trump de reverter sua postura caso haja descumprimento dos acordos.
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Reembolso de Importações
Importadores americanos estão buscando recuperar as quantias pagas à alfândega, consideradas injustificadas. A Suprema Corte ainda não se pronunciou sobre o assunto. Os tribunais inferiores terão que analisar o tema e definir os termos de qualquer possível reembolso.
A complexidade pode variar, com a cadeia de suprimentos enfrentando maiores dificuldades para solicitar o reembolso.
Impacto Econômico e Perspectivas
Apesar das incertezas, estima-se que o processo de reembolso possa ser relativamente simples para os importadores. No entanto, a maioria das empresas pode ter dificuldades em transferir o dinheiro recuperado para o consumidor final. A pressão dos custos adicionais sobre os consumidores foi significativa, segundo análises da Oxford Economics.
